19 de junho de 2013

A Copa das Manifestações

|1 comentários

É velha a lição que ensina que nunca se deve subestimar a capacidade de entendimento do povo. Porque quando menos se espera, ele se levanta e brada.

Às vezes até derruba presidentes, Fernando Collor que o diga.

Os governos federal, estaduais e municipais passaram os últimos anos fazendo o contrário do que disseram que fariam, seja na área da saúde, da educação, dos transportes ou dos investimentos nos estádios para a Copa do Mundo, que seria a Copa do capital privado e está sendo a do dinheiro público.

Daí se ouvir palavras de ordem ontem, quando calcula-se que 250 mil brasileiros foram às ruas, que diziam “Abaixa a tarifa, manda a conta para Fifa. A Copa, a Copa é enganação. Eu quero dinheiro pra saúde e educação”.

Parecia que ninguém estava nem aí, não é, cada um pensando só no próprio umbigo.

Pois o resultado está aí, nas ruas, com cara de que não vai parar tão cedo por mais que o presidente da Fifa ache que o sentimento pelo futebol vai superar os protestos e Marco Polo Del Nero, como se quisesse botar mais fogo no Brasil como seu xará fez com Roma, perguntou: “Foram quantos que protestaram? Temos 199 milhões que estão trabalhando. E esses querendo atrapalhar”, afirmou o cartola da Federação Paulista, da CBF e da Fifa.

É melhor que as autoridades deem as caras, porque bancar o avestruz numa hora dessas é a pior política.
Cenas como as vistas no Congresso Nacional, na Assembleia Legislativa do Rio ou no Palácio dos Bandeirantes são capazes de encerrar carreiras políticas como um frango pode acabar com a vida de um goleiro.

Por Juca Kfouri

18 de junho de 2013

São Paulo deve receber proposta nos próximas dias por Wellington

|0 comentários

Se com o técnico Ney Franco, o volante Wellington está em baixa, com o ex-clube do meia Jádson, Shakhtar Donestk está em alta, isso porque o clube ucraniano, detentor de 30%(envolvidos na negociação de Jadson) de seu passe está interessado em seu futebol.


Uma proposta enviada da Ucrânia deverá bater as portas de Juvenal Juvêncio nos próximos dias, o alvo inicial dos ucranianos era Paulinho do Corinthians, mas que segundo o diretor executivo do Shakhtar, o volante corintiano teria assinado pré-contrato com o Internazionale de Milão, que vem desde o início do ano passado tentando a contratação do volante brasileiro, que está com a seleção brasileira na disputa da Copa das Confederações.


O que deve segurar a contratação de Wellington pelo time ucraniano é que o Atlético de Madrid que possui 25% dos direitos do jogador(Envolvidos na negociação com Cléber Santana) está envolvido nesta negociação, e Juan Figer, empresário do volante são paulino já conversa com o clube espanhol sobre o possível destino da carreira de seu cliente.


O São Paulo não pretende perder o volante, e por meio do vice-presidente João Paulo de Jesus Lopes revelou que não tem interesse em perder o jovem, mas se chegar uma proposta boa tanto para o São Paulo, quanto para o atleta, o negócio deverá ser fechado.


''É um jogador importantíssimo dentro do São Paulo e que não temos nenhum interesse em negociar. Até agora, não ouvi nada oficial sobre Shakhtar, mas confesso que não está nos nossos planos negociar esse jogador'' disse João Paulo de Jesus Lopes.


Wellington não é titular do São Paulo no momento, mas é um grande jogador, no ano passado foi considerado ao lado de Denílson uma das melhores duplas de meias defensivos da América do Sul, conquistando até a Copa Sul-Americana, mas se a proposta for boa não terá como segurar o jovem, que vem se destacando muito bem, e logo poderá conquistar seu espaço na seleção brasileira, assim como foi com Paulinho que era a primeira opção do Shakhtar.

Negueba inicia trabalhos físico-técnicos

|0 comentários

Sob os cuidados do preparador Zé Mário, atacante trabalhou em um dos gramados do CT

Solitário e aos poucos, o atacante Negueba vai ficando perto de poder estrear no São Paulo. Na tarde desta segunda-feira (17), o jogador deu mais um passo no processo de recuperação após sofrer uma lesão no ligamento cruzado do joelho e, mesmo no período de férias do restante do elenco durante a disputa da Copa das Confederações, o jogador treinou de olho no segundo semestre. Sob os cuidados do preparador Zé Mário, em um dos campos do CT da Barra Funda, o atleta iniciou os trabalhos físico-técnicos e mostrou que poderá reforçar a equipe em breve.

Nesta nova etapa, Negueba será submetido a um aumento gradual de carga e de intensidade variando de acordo com a evolução dos treinamentos. Na atividade, o atleta correu em volta do gramado e alternou o treino com exercícios com bola. Além dessa nova etapa da recuperação, o atacante segue fazendo fortalecimento muscular no REFFIS.

"Agora estou mais confiante para fazer todos os movimentos. Antes eu tinha um pouco de medo, mas já superei e não vejo a hora de jogar pelo São Paulo. Estou feliz com essa nova fase", afirmou o atacante, que foi submetido a uma cirurgia para correção da lesão ainda em janeiro.

Logo no segundo dia de pré-temporada tricolor, de olho nas disputas da pré-Libertadores e do Campeonato Paulista, Negueba treinava dois toques, em campo reduzido, no CFA. Ao receber um passe de Paulo Miranda, o jogador percebeu que sofreria um choque duro com Cortez, seu adversário na atividade, e freou a sua corrida bruscamente. Mesmo sem contato com o lateral-esquerdo, o atleta torceu o joelho e rompeu os ligamentos.

Agente cita troca de Luis Fabiano e Nilmar, e faz reunião por transferência

|0 comentários

 José Fuentes, representante do Fabuloso, fala em 'intercâmbio' entre atacantes e se encontra com intermediador ligado ao Al-Rayyan.

Uma troca entre Luis Fabiano, do São Paulo, por Nilmar, do Al-Rayyan, do Catar. A possibilidade foi revelada pelo agente de Fabuloso, José Fuentes, que se encontraria no início dessa semana com um responsável por intermediar negociações com clubes árabes. O intermediador, inclusive, esteve no CT da Barra Funda na semana passada, pois tenta levar o artilheiro do Tricolor para o Oriente Médio. O atleta tem contrato até março de 2015, mas vive situação instável e pode sair.

- Não chegou nada novo. Eu tinha uma proposta, passei (ao São Paulo) e não deu certo. Agora tem uma pessoa que é intermediária de clubes árabes e do Al-Rayyan tentando fazer uma proposta para eles, de intercâmbio entre Nilmar e Luis Fabiano - diz José Fuentes.

Com propostas do Galatasaray, da Turquia, e do Olympiacos, da Grécia, o atacante de 32 anos não tem bom clima com os diretores do Tricolor. A maioria concorda com a sua saída, mas ainda há quem defenda sua permanência no clube. A dificuldade de reposição por um centroavante do mesmo nível e os altos salários a serem pagos para esse substituto são os argumentos.

Apesar disso, a troca com Nilmar é vista como uma possibilidade interessante, mas remota. O clube já tentou contratá-lo em outras oportunidades, mas sempre esbarrou nas negociações com o Al-Rayyan e até com o atacante. O próprio agente do jogador de 28 anos, Orlando da Hora, desconhece essa chance - seu vínculo com o time do Catar vale até 2016.

- Não estou descartando, mas não sei disso. Acho muito difícil acontecer, porque o Nilmar está muito bem, e o Al-Rayyan está feliz com ele. Voltar ao Brasil e jogar a Copa do Mundo seria um atrativo, mas ele não vai perder dinheiro. O Nilmar nunca escolheu ou renegou clubes. Se for a vontade do Al-Rayyan, vamos conversar. Temos carinho e respeito pelo São Paulo, que é um clube muito grande - afirma da Hora.

O desejo do Tricolor é definir o futuro de Luis Fabiano até a reapresentação do elenco, marcada para o dia 24, após a folga durante a Copa das Confederações. A suspensão de quatro jogos do atacante na Taça Libertadores acabou com a paciência do presidente Juvenal Juvêncio. Desde que o mandatário admitiu a possibilidade de venda do artilheiro, no dia 10 de maio, a relação se desgastou de vez, pois o centroavante se sentiu traído.

17 de junho de 2013

Lugano aposta na mística do Uruguai e frisa: 'Pedra no sapato dos gigantes'

|0 comentários
Uma seleção que chega ao Brasil desacreditada e tenta dar a volta por cima no mesmo lugar em que conquistou um de seus maiores feitos. Esse é o Uruguai do capitão Diego Lugano. Irregular nas eliminatórias para o Mundial, a Celeste inicia no próximo domingo em Recife a luta pelo título da Copa das Confederações, única taça que falta em sua lotada sala de troféus.

E aposta na mística de uma camisa que costuma dar a volta por cima quando ninguém espera para desbancar outras potências mais badaladas como Brasil, Espanha e Itália. Nas palavras do próprio Lugano, o objetivo é claro: continuar sendo a pedra no sapato dos gigantes.

- Isso está na nossa história. Somos a pedra no sapato dos gigantes. Quando ninguém espera nada, a Celeste dá a volta por cima e surpreende - frisou o zagueiro em entrevista exclusiva ao GLOBOESPORTE.COM, por telefone.

A "pedra no sapato" se fez presente em várias ocasiões. Foi assim na Copa do Mundo de 1950, ao derrotar o Brasil em pleno Maracanã e conquistar o bicampeonato. Mais recentemente também no Mundial de 2010, quando o Uruguai eliminou a França na fase de grupos e terminou em uma inesperada quarta colocação. Ou então na última Copa América, quando levantou seu terceiro título em solo argentino.

Nesta conversa de mais de 30 minutos, Lugano esbanjou toda sua simpatia e confiança em uma boa campanha do Uruguai na Copa das Confederações. Mas também falou sério. Com 72 jogos - a maioria como capitão - e oito gols pela seleção, ele assumiu não conseguir explicar a irregularidade da equipe nos últimos meses que já coloca em risco a participação na Copa de 2014 (Atualmente a Celeste ocupa a quinta colocação nas eliminatórias sul-americanas). Sem meias palavras, o camisa 2 admitiu que um novo 'Maracanazo' é difícil, não mostrou medo de enfrentar a atual campeã mundial Espanha logo na estreia, ressaltou sua responsabilidade como capitão neste momento complicado, disse que só vai pensar em aposentadoria após o próximo Mundial e voltou a reforçar toda a sua paixão pelo São Paulo.

- Sempre falo para minha família que para fechar minha carreira com chave de ouro tem de ser no São Paulo. Não sei se o destino vai me dar esse presente, mas torço muito para que aconteça - afirmou Lugano.

GLOBOESPORTE.COM: Voltar a disputar uma competição internacional no Brasil mexe com o povo e com a seleção uruguaia?

DIEGO LUGANO: Sem dúvida. Falar de Maracanã é falar da final que o Brasil perdeu. Já ganhamos também três edições da Copa América na Argentina. Isso está na nossa história. Somos a pedra no sapato dos gigantes. Quando ninguém espera nada, a Celeste dá a volta por cima e surpreende. Quando se pensa em Copa das Confederações, todos pensam no título. Não é possível que um time que ficou três anos invicto, que chegou à semifinal da última Copa do Mundo, que ganhou a Copa América invicto, que começou as eliminatórias arrasando, tenha caído tanto em apenas seis meses. Por isso vejo a Copa das Confederações como um torneio de primeiro nível para demonstrar que esse grupo ainda não caducou.

Não é possível que um time que ficou três anos invicto, que chegou à semifinal da última Copa do Mundo, que ganhou a Copa América invicto, que começou as eliminatória arrasando, tenha caído tanto em seis meses. Por isso vejo a Copa das Confederações como um torneio de primeiro nível para demonstrar que esse grupo ainda não caducou".

Diego Lugano

Acha que uma boa participação na Copa das Confederações pode servir de estímulo paras as eliminatórias? Ou justamente essa pressão do momento irregular pode atrapalhar?

Na verdade, quando nos classificamos para a Copa das Confederações, o nosso pensamento era de participar de um belo torneio, quase uma minicopa do Mundo, onde estariam as melhores seleções. Fazer parte disso é um prêmio maravilhoso para o Uruguai. Aliás, é o único título que falta para a nossa seleção. Já ganhamos Copa do Mundo, Copa América, Olimpíadas... Em termos de clubes também temos sucesso, com Libertadores e Mundiais. Por isso é uma motivação linda para nós.

É possível surpreender como na última Copa do Mundo? Pensar em um novo Maracanazo é demais?

Um novo Maracanazo é difícil. Estávamos muito bem até o jogo em Barranquilla (derrota por 4 a 0 para a Colômbia em setembro de 2012). Isso já faz oito meses. Jogamos sob um sol de 40 graus, e nossa invencibilidade era de 20 partidas. O time tinha sido campeão da Copa América, 4º lugar na Copa do Mundo... Mas alguns jogadores se machucaram e isso prejudicou um pouco nosso desempenho. Não somos como Brasil e Argentina, que têm várias opções. Nosso grupo é mais reduzido. Quando quatro jogadores ficam comprometidos, seja por lesão, suspensão ou até mesmo queda de rendimento, o elenco sente muito. Temos capacidade e humildade para chegar no Brasil e ser a surpresa. Hoje, sem dúvida, a Espanha é a favorita. A Itália também está acima de nós. Mas na hora do vamos ver sempre acho que temos possibilidades.

E estrear logo contra a Espanha? É bom para já tentar começar bem ou ruim por ser a melhor seleção do mundo no momento?

Em um torneio que reúne os melhores não dá para escolher muito. Se não fosse a Espanha, poderiam ser a Itália, o Brasil, o México... Trata-se de uma bela competição. E já que vamos para o pau mesmo, que a gente comece logo diante dos melhores. Isso me motiva ainda mais. Vai ser um jogo importante para nós mesmos sabermos aonde poderemos chegar na Copa das Competições. Para nos mostrar nosso potencial e nossas possibilidades.

O Grupo B ainda tem Nigéria e Taiti. Como avalia esses outros dois adversários?

No papel, Uruguai e Nigéria vão lutar pela segunda vaga do grupo. E acho que a Nigéria, como campeã da África, vai dar trabalho. O Brasil sabe bem disso e sempre teve dificuldades contra africanos. Já aconteceu em mais de uma Olimpíada, por exemplo. São times sempre fortes e com bons jogadores. Já o Taiti, na verdade, ainda é uma incógnita para nós. Não conhecemos nada da equipe. Mas também não foi uma seleção que chegou ao torneio por convite. Se estão lá, é porque foram os campeões da Oceania. Por isso temos que ficar ligados. Por sorte vamos poder acompanhar a estreia deles para ver como jogam.
O que você acha que mudou desde a Copa de 2010 que possa justificar essa queda de rendimento?

(Se lamenta e solta um palavrão). Essa é a pergunta que me fazem há quatro meses, que todos os dias me questionam, e que não consigo encontrar explicações! Um time que chegou a ficar 20 jogos invicto, em segundo no ranking da Fifa, que ganhou a Copa América, chegou na semifinal da Copa do Mundo, começou bem as eliminatórias... E de repente faz seis jogos tão abaixo de seu nível. A verdade é que eu não encontro explicações para isso. No momento em que mais queremos, o futebol não está surgindo e os resultados não aparecem. Também tivemos falta de sorte com algumas contusões, alguns lances de jogo, mas isso só não justifica. A renovação do elenco talvez seja um ponto importante. Havia jogadores como eu, Perez, Forlán, que estão mais próximos de encerrar a carreira, e agora precisam surgir novos meninos para ocuparem essas vagas. Mas nada justifica o que vem acontecendo. Quero acreditar que seja apenas um período de baixo rendimento, com uma coincidência de vários fatores. Quero imaginar que em algum momento a seleção uruguaia vai sair dessa situação. É quando nos dão como mortos que a gente renasce.

Falando em renovação, como vê a ascensão do Lodeiro, que vem se destacando no futebol brasileiro?

Por sorte, o Nico agora joga no Brasil, um país com futebol competente e uma das melhores ligas do mundo. É um menino que pode nos ajudar muito no meio-campo, dando mais qualidade ao toque de bola e velocidade ao time. Ele já foi titular nos últimos jogos e procurou assumir a responsabilidade. Estamos felizes por seu desempenho. Como ele, muitos outros têm a aparecer e ganhar oportunidades. Assim é o futebol, assim é a vida.

Ser o capitão neste momento de irregularidade e dificuldade da seleção de classificar para a próxima Copa do Mundo aumenta a sua responsabilidade?

Demais. Eu sou um cara que assumo muito a responsabilidade. Sou capitão da seleção do meu país há 70 jogos, muito respeitado pelos meus companheiros e ainda uma referência para eles. Evidentemente que toda a responsabilidade tem que recair sobre mim. Tem de ser assim. Eu tento assumi-la sempre e procurar entender para onde estamos indo e o que podemos corrigir. Há quatro anos passamos pela mesma situação. Todos falavam que já estávamos fora e foi muito ruim (O Uruguai precisou passar pela repescagem para chegar à Copa de 2010). Mas a gente manteve o equilíbrio e o companheirismo pela seleção. Apesar das críticas, superamos tudo e tivemos quase três anos magníficos. Não se pode achar que é o melhor quando os resultados aparecem, e nem que se é o pior quando as coisas vão mal. O equilíbrio, a autocrítica e o respeito ao companheiro que veste a camisa celeste é o único caminho para voltarmos a ter êxito.

Estamos caminhando em uma linha tênue. De um lado, o precipício, a tragédia. Do outro, o objetivo a ser cumprido. Por sorte eu pertenço a um grupo de jogador que quando mais difícil fica o negócio, mais todo mundo quer dar a cara e ajudar o companheiro"

O problema é que a tabela das eliminatórias também não ajuda, né? O Uruguai ainda vai enfrentar os três líderes: Colômbia, Equador e Argentina...

Na verdade, acho que, quanto mais dificuldades, melhor a gente se dá. Agora para nós começou outro torneio, outra eliminatória, onde cada minuto, cada bola, cada jogo será dramático, e temos que estar preparados para isso. Estamos caminhando em uma linha tênue. De um lado, o precipício, a tragédia. Do outro, o objetivo a ser cumprido. Por sorte eu pertenço a um grupo de jogador que, quanto mais difícil fica o negócio, mais todo mundo quer dar a cara e ajudar o companheiro. Todos mantêm contato pensando em dar o máximo para tirar o Uruguai dessa situação custe o que custar. Apesar das críticas e dos problemas, é assim que temos de pensar.

Você está com 32 anos. Por mais quanto tempo pensa em defender a seleção?

Meu objetivo máximo no momento é disputar a Copa do Mundo do Brasil. Foi isso que tracei depois de chegar à semifinal na África do Sul e de conquistar a Copa América de 2011. O desafio já não era fácil porque o futebol está cada vez mais competitivo, e grandes jogadores sempre aparecem. Estamos com dificuldades nas eliminatórias, mas vamos lutar até o fim e fazer qualquer sacrifício por essa vaga. Estamos angustiados com a situação, mas o Uruguai vai se classificar. A mística da Celeste no Brasil é grande e vamos conseguir. Não seremos favoritos na Copa de 2014, mas vamos ser um dos protagonistas deste Mundial. É nisso que acredito.
E a carreira em geral? Pretende jogar até quando?

Depois de certa idade, já começo a pensar nisso. Meu objetivo agora é jogar mais uma Copa do Mundo. Depois disso vou avaliar como estará meu corpo e, principalmente, a minha mente, a que mais fica cansada e fatigada no futebol. Isso que vai definir. Eu já tenho três filhos, sendo um deles com 12 anos. Está na hora também de dar a eles mais estabilidade como família. Hoje me sinto bem fisicamente e mentalmente, mas sempre penso no bem da minha família também.

Falando mais sobre você, que deu errado no PSG?

No PSG foi um pouco estrando. Eu cheguei, comecei jogando e seis meses depois o treinador mudou. Entrou o Ancelotti e com ele outros jogadores de alto nível. A disputa por posição ficou mais alta, o que é normal em grandes times. Foi quando tive o azar de sofrer algumas lesões que me tiraram da equipe. Nos últimos cinco meses, quase não recebi oportunidades. Por isso que no início do ano eu decidir ir para o Málaga, principalmente para voltar a pegar ritmo de jogo e me recuperar pensando na seleção do meu país. Aos 32 anos, o que me preocupa mais é isso. Não sei se vou conseguir levar minha seleção a outro Mundial ou se vou conquistar mais algum título. Só sei que vou dar o máximo de mim por isso.

E como avalia essa passagem pelo Málaga?

Foi um empréstimo de quatro meses. Vim para jogar e agora teoricamente devo voltar ao PSG, clube com o qual ainda tenho contrato vigente. O Málaga vive uma situação complicada. O presidente foi embora, o técnico também já avisou que não vai continuar, ainda tem a questão da suspensão da equipe de competições europeias por causa de dívidas... Ninguém sabe ao certo como será a próxima temporada. Mas estou desfrutando muito essa passagem pela Espanha.

No meio de 2012, surgiram novas notícias de um possível retorno ao futebol brasileiro. A última ligava seu nome ao Fluminense. Ainda pensa em voltar ao Brasil?

O interesse sempre surge. Tenho uma imagem muito boa no Brasil e por isso sempre existe a chance de voltar ao São Paulo, por exemplo. Mas por enquanto meu planejamento profissional, e sobretudo familiar, é ficar na Europa. O problema é que tudo no futebol muda muito rápido.

Se um dia o retorno acontecer, será para o São Paulo ou o destino pode ser outro? Sonha em encerrar a carreira no Morumbi?

Falo desde que saí em 2006: tenho uma identificação muito grande com o São Paulo. Sou muito grato ao clube e a tudo o que ele me deu. A identificação com a torcida é enorme. Por isso a minha prioridade sempre será o Morumbi. A questão é que não depende apenas do meu desejo. O clube também tem de precisar dos meus serviços. Por isso sou sempre realista quanto a esse assunto. O que posso dizer é que nunca jogaria em um rival tradicional do São Paulo por respeito à torcida. Isso faz parte da minha ética. Meu sonho mesmo é encerrar a carreira no São Paulo. Para isso, tenho que me manter ótimo mentalmente e fisicamente. Não é só sonhar e acontecer. Sempre falo para minha família que para fechar minha carreira com chave de ouro tem de ser no São Paulo. Não sei se o destino vai me da esse presente, mas torço muito para que aconteça.

Ingressos: SãoPaulo x Corinthians na Recopa

|0 comentários
São Paulo x Corinthians: pré-venda de ingressos para sócios do Tricolor

Clube abre comercialização de bilhetes pela internet para associados do programa. Confronto será disputado no dia 3 de julho, no Morumbi.

São Paulo e Corinthians fazem o primeiro jogo pela final da Recopa Sul-Americana, no próximo dia 3 de julho, no Morumbi, e o Tricolor abriu a pré-venda de ingressos para a partida de ida da decisão, por meio do site de seu programa de sócios-torcedores.

Os bilhetes começaram a ser comercializados neste domingo, pela internet. O confronto de volta da final ocorrerá no dia 17 de julho, com mando do Timão, no Pacaembu.

Este será o terceiro Majestoso de 2013. No primeiro, o Corinthians venceu por 2 a 1, no dia 31 de março, em partida válida pela primeira fase do Paulistão. Depois, o clássico voltou a acontecer na semifinal, no dia 5 de maio, com um empate sem gols no tempo normal e vitória do Timão por 4 a 3 nos pênaltis.

A disputa da Recopa reúne os vencedores da Taça Libertadores da América e da Copa Sul-Americana do ano passado.

15 de junho de 2013

São Paulo gasta milhões em contratações e não forma um time vencedor. Falta de sorte ou incompetência?

|2 comentários

Olá amigos do Força Tricolor, final de semana sem jogo do São Paulo é complicado, parece que falta alguma coisa, mas enfim até o 3 de julho vai ser assim, paciência e, enquanto isso vamos aproveitar para discutir um pouco do momento de nosso São Paulo que é complicado, muito se fala em nossa diretoria, principalmente em seus erros que não são poucos, mas uma coisa tenho notado nos últimos tempos, foi o gasto enorme em contratações.

Contratações essa que nem sempre deram resultados, foram gastos mais de R$ 100 milhões nesses últimos anos, e mesmo assim nossa diretoria não conseguiu formar um time vencedor.

Seria isso muita incompetência?

Ou seria muita falta de Sorte?

Sincereramente, penso que é uma mistura dos dois fatores, erraram sim em algumas contratações, mas também foram feitas algumas muito boas, e festejada por toda a torcida, mas o resultado não foi o esperado.

Veja o caso do Cortês, por exemplo, lateral destaque do campeonato brasileiro de 2011 atuando pelo Botafogo, jogador pretendido por muitos clubes do Brasil e do exterior, custou ao São Paulo cerca de R$ 7 milhões, e nunca rendeu o esperado. Foi um erro sua contratação? Com certeza pelo que jogava no Botafogo não!

Citei o Cortês como exemplo, mas veja abaixo o valor que alguns ótimos jogadores custou ao São Paulo.

Jadson 7 milhões de euros.
PH Ganso , cerca de R$ 15 milhões.
Luis Fabiano cerca de 7,6 milhões de euros.
Rafael Toloi cerca de R$ 4,5 milhões.
Cañete cerca de R$ 5 milhões.
Osvaldo cerca de R$ 5 milhões.

Todos jogadores de destaques em seus clubes, e pretendidos por muitos, que o São Paulo contratou para alegria da torcida no momento de suas contratações, mas que não formaram um time campeão, e com certeza o valor pago por eles não importa ao torcedor, o que torcida  quer mesmo é ver um time campeão, e nos últimos tempos não é isso que estamos vendo, agora novamente faço a pergunta;

Falta de sorte ou incompetência?

Qual a sua opinião a respeito desse assunto?

Deixe sua opinião!

Um grande abraço a todos!

Denilton Rodrigues

Siga-me no Twitter

14 de junho de 2013

Com possível saída de Luis Fabiano, São Paulo mira ex-atacante do Dortmund

|0 comentários


Luis Fabiano pode estar de saída do São Paulo. Com propostas de fora do Brasil, o atacante tem chances de ser vendido na janela de transferências para a Europa. Desta forma, a equipe tricolor já tem um nome para substituir o camisa 9: o argentino naturalizado paraguaio Lucas Barrios.

Barrios está desde o ano passado no Guangzhou Evergrande, da China, mesma equipe de Darío Conca. O São Paulo estaria interessado no atacante, que jogou no Borussia Dortmund de 2009 a 2012, e até já conversou com o jogador, mas os valores e termos de contrato ainda não são conhecidos.

Já Luis Fabiano tem propostas do Olympiacos, da Grécia, e do Galatasaray, da Turquia. O segundo time seria o preferido do atacante tricolor.

Ídolo no São Paulo, Luis Fabiano declarou na última quarta-feira que o jogo da ocasião, contra o Grêmio, poderia ser seu último com a camisa do clube paulista. No mesmo dia, mais cedo, o vice-presidente do clube, João Paulo de Jesus Lopes, disse que o jogador, por meio de seus representantes, vem pressionando a diretoria do clube.

Diretoria e Luis Fabiano jogam para a torcida, que pede permanência do atacante no São Paulo

|0 comentários


Vice diz que camisa 9 pressiona por venda. Luis Fabiano acha que diretoria força saída, e diz que se sacrificaria pelo clube. Para agente: 'O que tem de acontecer, vai acontecer'


No embate entre Luis Fabiano e diretoria do São Paulo, a torcida é um termômetro. Os dois lados costumam citar os são-paulinos e tentam ter a força das arquibancadas a seu favor. Por enquanto, o Fabuloso tem ganhado essa disputa de goleada. 


Quando se trata do futuro do atacante, a maior parte dos tricolores defende a permanência dele no clube. Para muitos, a saída do camisa 9 será mais um erro desta administração de Juvenal Juvêncio. Em enquete realizada pelo L!Net, 71% dos internautas não concordam com a saída neste momento.

Foram mais de 45 mil torcedores que recepcionaram Luis Fabiano no Morumbi no dia 29 de março de 2011, em sua apresentação após o retorno ao São Paulo. A contratação do camisa 9 foi a maior injeção de ânimo no clube desde o último título do Brasileirão, em 2008. Contra o Grêmio, na quarta-feira, Luis Fabiano pode ter vestido a camisa tricolor pela última vez, algo que ele já admitiu. Disse que se sacrificaria para o bem do clube, e que poderia sair: “Para mim já deu”. Seu empresário, José Fuentes, também não mostra otimismo:

– Não tenho nenhuma reunião marcada com a diretoria do São Paulo. Nada marcado. O que tem de acontecer, vai acontecer. Mas não tem nenhuma novidade por enquanto, prefiro não falar nada e deixar a poeira baixar. Não adianta ficar falando – afirma o agente.

Na visão de Luis Fabiano, é a diretoria do São Paulo que força sua saída. Ele se irritou ao ser colocado como negociável após a eliminação na Libertadores, e ouviu dos dirigentes que deveria pensar bem se recebesse qualquer oferta. Ele tem propostas de clubes de Grécia e Turquia, de 5 milhões de euros (R$ 14 milhões). O São Paulo pede 6 milhões de euros (R$ 17 milhões), mas cogita aceitar as propostas menores que neste momento estão na mesa.

Mas a torcida já ouviu outra história. Na diretoria, o vice de futebol João Paulo de Jesus Lopes disse que o atacante sinalizou que quer sair. O diretor Adalberto Baptista tem outro discurso. Fala que seria difícil encontrar um camisa 9 como ele. Seja como for, a maior parte dos são-paulinos não gostará do fim da união.
 

13 de junho de 2013

Denilson encerra novela e assina por quatro anos com o São Paulo nesta sexta

|0 comentários

Denilson terminou a parte burocrática que faltava para fechar a renovação de contrato com o São Paulo nesta quinta-feira. O UOL Esporte apurou com o estafe do jogador que amanhã ele assina contrato de quatro anos com o clube do Morumbi, finalizando uma novela que se arrastava desde que havia rescindido seu vínculo com o Arsenal, da Inglaterra.

 A permanência de Denilson é um pedido especial de Ney Franco. No início do ano, o presidente do clube, Juvenal Juvêncio, havia se convencido de que ele não era mais necessário ao elenco. Agora, no entanto, a postura dos diretores parece ter mudado, especialmente com o treinador ganhando muito respaldo de Adalberto Baptista.

 Denilson rescindiu o contrato com o Arsenal e, a partir do dia 30 de junho, estava completamente livre para assinar com qualquer clube. Em entrevista à imprensa inglesa, seu advogado e empresário, Alexandre Soares, tinha afirmado que outros clubes já tinham feito sondagem para contar com o futebol do atleta.

São Paulo entra em período decisivo por Luis Fabiano e torce pelo 'fico'

|0 comentários

Enquanto Ney Franco admite preocupação com janela de transferências, Adalberto Baptista diz que tratará do futuro do atacante a partir desta quinta

Passadas as cinco primeiras rodadas do Brasileirão, o São Paulo entra em recesso da Copa das Confederações em um momento decisivo sobre a permanência de uma das principais peças do time. A partir desta quinta-feira, começará a definir o futuro de Luis Fabiano.

Enquanto a diretoria e o técnico Ney Franco abrem coro pelo “fico” do centroavante, ninguém garante a permanência do camisa 9. A verdade é que o empate em 1 a 1 diante do Grêmio na noite desta quarta-feira, na Arena, pode ter sido a despedida da terceira passagem do Fabuloso pelo clube.

- Já conversamos muito, não só com o Luis, mas com a diretoria. Sabemos que a janela internacional se transforma no terror do futebol brasileiro quando é aberta. Estarei com o São Paulo com o grupo que se apresentar no dia 24. Esperamos que ele se reapresente junto com o grupo. Não acharemos no mercado nenhum atacante com esse talento – frisa Ney, em entrevista coletiva.

Diretor de futebol do São Paulo, Adalberto Baptista falou em um tipo de pacto entre clube e atleta nessa arrancada. O acordo era para que Luis Fabiano se focasse ao máximo na arrancada do Brasileirão, mesmo com a consciência de que poderia deixar o clube.

- Há algumas propostas. Havíamos combinado para ter o máximo comprometimento nesses cinco jogos. A partir de amanhã (quinta), vamos conversar sobre isso para ver que decisão será tomada. Nossa expectativa é que ele fique. Futebol é coletivo, mas alguns jogadores acabam recebendo pressão individual muito grande. Foi o caso dele – conta Baptista.

Nesse acordo informal, Luis Fabiano cumpriu o papel. Em quatro partidas do Brasileirão, marcou três gols. Na noite desta quarta-feira, foi importante ao marcar no empate contra o Grêmio, aos 41 do primeiro tempo. Logo após o confronto, ainda no gramado, falou em tom de despedida e pediu pressa na definição:

- Todo mundo sabe o carinho que eu tenho pelo clube, o esforço que eu fiz para vir para cá. Mas a partir do momento em que você é colocado no mercado, existe o interesse de outras equipes. Ruim seria não ter ninguém e eu ficar largado (risos). Existem algumas coisas que de repente podem acontecer. Não sei se está perto ou distante, porque enquanto não assinar as coisas não acontecem, mas que existe a possibilidade, existe.

Desde a entrevista de Juvenal Juvêncio, de que poderia negociar o atacante, o São Paulo recebeu propostas pelo goleador. Galatasaray, da Turquia, e Olympiakos, da Grécia, formalizaram ofertas entre € 4,5 milhões (R$ 12,7 milhões) e € 5 milhões (R$ 14 milhões), mas os valores ainda não empolgam a diretoria. Os cartolas esperam receber € 6 milhões (R$ 17 milhões), praticamente a mesma quantia que o clube pagou em março de 2011 para repatriar o atacante.

Artilheiro do São Paulo em quase todas as competições que disputou, Luis Fabiano viu o tom das críticas aumentar com a eliminação na Taça Libertadores deste ano (torneio em que desfalcou o Tricolor por quatro jogos, devido a uma expulsão contra o Arsenal, no Pacaembu). Antes, já havia deixado a equipe na mão em decisões contra Santos, pela semifinal do Paulista de 2012, e Tigre, na final da Copa Sul-Americana.

Esta é a terceira passagem de Luis Fabiano pelo São Paulo. O atacante é um dos principais artilheiros da história do clube. Ao todo, soma 173 gols pelo Tricolor.