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14 de julho de 2016

São Paulo não consegue classificação na Colombia

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Time guerreiro saiu na frente mas graças a arbitragem desatrosa sofreu a virada


Tudo o que o São Paulo queria para o começo do jogo aconteceu. Logo aos oito minutos, Michel Bastos descolou cruzamento na segunda trave, Calleri subiu mais alto do que os zagueiros, e testou firme, encobrindo o goleiro Armani. Na comemoração, o argentino pediu serenidade aos companheiros: “Tranquilo. Tranquilo”.

Mas de nada adiantou o pedido do artilheiro do São Paulo. O Atlético Nacional tratou de jogar um balde de água fria nas pretensões tricolores apenas sete minutos depois de levar o gol. Após passe errado no meio-campo, Berrío tocou em profundidade para Borja, que ganhou na corrida de Lugano e Bruno e bateu cruzado de esquerda, sem chances para Denis.

Pouco depois o time brasileiro quase retomou a frente do placar. Em uma jogada confusa, Calleri apareceu livre na grande área. O camisa 12 cabeceou, encobriu novamente Armani, mas bola bateu caprichosamente no travessão e saiu.

A partir de então, o jogo ficou lá e cá. Aos 26, Centurión fez boa jogada pelo meio e tocou na esquerda para Michel Bastos, que cruzou rasteiro. A bola passou em frente ao gol do Nacional, mas o carrinho de Calleri não a alcançou. Cinco minutos depois, a resposta dos mandantes: pela direita, Macnelly Torrez cruzou para o meio da área, Marlos Moreno, totalmente livre de marcação, veio de trás e isolou por cima do gol de Denis.

Aí quando o jogo se encaminhava tranquilo para o intervalo, o último lance do primeiro tempo acabou com a calmaria dentro de campo. Michel Bastos deu bom passe para Hudson, que se infiltrou no meio da grande área e foi empurrado por Bocanegra antes de finalizar. O árbitro chileno Patricio Polic mandou seguir, provocando a ira dos são-paulinos. Centurión, inclusive, levou cartão amarelo por reclamação.

Como nada aconteceu nos primeiros minutos do segundo tempo, Edgardo Bauza promoveu a entrada de Alan Kardec no lugar de Hudson, que àquela altura já tinha um cartão amarelo. Mas quem chegou primeiro foi o Nacional. Aos 11, Borja invadiu a área pelo meio e bateu cruzado de esquerda, porém dessa vez Denis agarrou a bola. Logo em seguida, Marlos Moreno deixou Mena para trás na esquerda e chutou sem ângulo. A bola passou perigosamente rente à trave da meta são-paulina.

A alteração do Patón pouco surtiu efeito. Tanto que os locais continuaram mandando na partida. Aos 15 minutos, o time de Medellín por pouco não colocou um ponto final na decisão: Borja passou por Rodrigo Caio, driblou Denis e passou para Berrío que, sem goleiro, finalizou em cima de Bruno.

Precisando urgentemente de um gol para colocar “fogo” na partida, Bauza mandou o garoto Luiz Araújo a campo na vaga de Centurión. O jogador de 20 anos, no entanto, pouco somou ao setor ofensivo do São Paulo, que até o momento não havia finalizado sequer uma vez no gol de Armani na segunda etapa.

Para piorar a situação, Carlinhos, que há pouco entrara no lugar do cansado Mena, fez pênalti ao cortar cruzamento de Guerra com a mão. Na cobrança, Borja bateu no ângulo esquerdo de Denis e decretou a virada aos 32 minutos. Revoltados com a marcação da penalidade, os jogadores e integrantes da comissão técnica do Tricolor reclamaram acintosamente com o árbitro chileno, que acabou expulsando Lugano, que já estava pendurado, Wesley, o mais exaltado entre todos, e o auxiliar José Daniel Di Leo.

Quando a partida foi reiniciada, já aos 40 minutos, o São Paulo estava desmontado e sem qualquer organização tática em campo. Bastou ao Atlético Nacional tocar bem a bola, que é o que de melhor faz, e esperar o tempo passar para atingir sua terceira final na história da Libertadores.


MELHORES MOMENTOS:



FICHA TÉCNICA

ATLÉTICO NACIONAL-COL 2 X 1 SÃO PAULO
Local: Estádio Atanasio Girardot, em Medellín (Colômbia)
Data: 13 de julho de 2016, quarta-feira
Horário: 21h45 (horário de Brasília – 19h45 hora local)
Árbitro: Patricio Polic (CHI)
Assistentes: Marcelo Barraza e Christian Schiemann (ambos do CHI)
Cartões amarelos: ATLÉTICO NACIONAL: Mejía, Bocanegra.SÃO PAULO: Hudson, Centurión, Thiago Mendes, Lugano, Wesley.
Cartões vermelhos: SÃO PAULO: Lugano e Wesley.

GOLS:
ATLÉTICO NACIONAL:Miguel Borja, aos 15 minutos do 1T e aos 32 minutos do 2T.
SÃO PAULO: Calleri, aos 8 minutos do 1T.

ATLÉTICO NACIONAL: Armani, Bocanegra (Aguilar), Sanchez, Henriquez (Diego Arias) e Díaz; Mejía e Pérez (Guerra); Berrío, Macnelly Torres e Marlos Moreno; Borja.
Técnico: Reinaldo Rueda.

SÃO PAULO: Denis; Bruno, Lugano, Rodrigo Caio e Mena (Carlinhos); Hudson (Alan Kardec), Thiago Mendes, Wesley, Centurión (Luiz Araújo) e Michel Bastos; Jonathan Calleri.
Técnico: Edgardo Bauza.

7 de julho de 2016

São Paulo perde no Morumbi e se complica na Libertadores

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Maicon, Borja, Mauro e Edgardo os nomes do jogo

O primeiro, Maicon todo mundo conhece. o zagueirão, capitão do time, xerifão da zaga acabou expulso, e depois de sua saída o time sofreu dois gols.

O segundo Borja, o atacante contratado para esta fase da competição foi decisivo, fez os dois gols e protagonizou o lance que originou a expulsão do Maicon. O atacante irritou o zagueiro tricolor que encostou a mão em sua nuca, o atacante então se atirou ao chão e o juiz caiu na encenação.

O terceiro Mauro, ou  Mauro Vigliano, o árbitro argentino que caiu na encenação de Borja e expulsou Maicon de campo, fator determinante para o resultado final.

E por último Edgardo, ou Bauza como é conhecido, o técnico do São Paulo foi muito mal nas substituições, mais precisamente nas duas utlimas, aos 25 do segundo tempo tirou João Schmidt, o que melhor estava jogando, fazendo uma partidaça na proteção da zaga para entrada de Daniel. Quem deveria ter saído era Wesley que no segundo tempo não jogou nada. E aos 35 minutos tirou Wesley para entrada de Hudson, ai quem deveria entrar era Lugano, para recompor a zaga. 

Agora resta ao tricolor operar um milagre em Medellín, vencer os donos da casa, invictos até então por pelo menos dois gols de diferença.

O São Paulo começou diferente, com a mesma garra de outros jogos desta libertadores, mas sem a criatividade de Ganso e a ofensividade de Kelvin.

O tricolor começou melhor, pressionando o adversário,  e aos 12 minutos, Wesley recebeu cruzamento livre na área pelo lado direito, dominou e bateu forte porém muito alto, desperdiçando a primeira grande oportunidade de abrir o marcador.

Aos 15 quase saiu o gol, Thiago Mendes recuperou a bola após saída errada da defesa e bateu forte, rasteiro, de fora da área, mas o goleiro Armani fez grande defesa.

Depois do bom início o São Paulo diminuiu o ritmo e ótimo time do Atlético Nacional equilibrou a partida.

Aos 43 minutos, Michel Bastos pegou de primeira uma bola que sobrou na entrada da área e novamente Armani defendeu, anulando a melhor chance de gols da etapa inicial.

No segundo tempo o time combiano voltou melhor e passou a exercer uma pressão sobre o São Paulo. Logo aos 12 minutos, Borja quase abriu o placar após jogada de Moreno que partiu em velocidade e tocou para o centroavante que bateu para o gol, Maicon se atirou na bola e desviou para escanteio.

Logo na sequência, na cobrança do escanteio, Sánchez ganhou pelo alto e acertou o travessão de Denis.

Aos 14, novamente Borja, o centroavante bateu para o gol mas parou em defesa segura do goleiro são-paulino.

Aos 17 minutos, Bauza tirou Ytalo que estava muito mal e entrou Alan Kardec em seu lugar. Logo depois tirou o João Schmidt que tinha cartão amarelo para a entrada do meia Daniel. Esta na minha opinião a primeira substituição infeliz do técnico tricolor, Quem deveria ter saído era Wesley.

Aos 27 minutos do segundo tempo, o São Paulo perdeu a frande chance de fazer o gol e mudar a história do jogo, Michel Bastos recebeu pela esquerda e finalizou com uma bomba em cima do goleiro Armani que salvou novamente os visitantes.

Aos 28 minutos, o lance decisivo do jogo. Maicon colocou a mão na nuca do atacante Borja, que malandramente se atirou no gramado. O juizão argentino Mauro Vigliano entendeu que foi agressão e expulsou direto o zagueiro são-paulino.

Bauza, pela segunda vez mexeu errado e colocou Hudson no lugar de Wesley. Como disse acima quem deveria ter entrado era Lugano para compor a zaga.

A partir dai com um homem e mais que com a defesa enfraquecida pela saída de Maicou e sem a proteção de João Smidith, o Atlético Nacional foi envolvendo o tricolor.

Aos 36 minutos Borja recebeu na cara de Denis e desviou para o canto direito abrindo o placar, Atlético Nacional 1 a 0.

Aos 43, novamente Borja recebeu de Moreno livre dentro da grande área e fuzilou para fazer o segundo da equipe colombiana, 2 a 0 placar final.

O São Paulo a partir de agora tem de fazer um milagre, ser mais do que nunca o time da fé, pois terá de vencer lá na Colômbia. E vencer por 2 a 0 para levar a decisão para os pênaltis, ou por 3 a 1, 4 a 2 e assim por diante para se classificar diretamente.

É possível? Sim, no futebol nada é impossível, mas vai ser muito difícil!

FOA TRICOLOR!!!



MELHORES MOMENTOS:
:



FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 0 X 2 ATLÉTICO NACIONAL (COL)
Local: estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Árbitro: Mauro Vigliano (ARG)
Assistentes: Juan Belatti e Gustavo Rossi (ambos da ARG)
Cartões amarelos: João Schmidt (SAO), Díaz e Borja (ATL)
Cartão vermelho: Maicon (SAO)
Público e renda: 61.766 / R$ 7.526.480,00
Gols: Borja 37' 2ºT (0-1); Borja 43' 2ºT (0-2)

SÃO PAULO: Denis; Bruno, Maicon, Rodrigo Caio e Mena; Thiago Mendes, João Schmidt (Daniel 25' 2ºT), Wesley (Hudson 35' 2ºT), Ytalo (Alan Kardec 17' 2ºT) e Michel Bastos; Calleri. Técnico: Edgardo Bauza

ATLÉTICO NACIONAL: Armani; Bocanegra, Davinson Sánchez, Henríquez e Farid Díaz; Jonathan Mejía, Sebastián Pérez (Diego Arias 41' 2ºT) e Macnelly Torres; Marlos Moreno (Elkin Blanco 47' 2ºT), Ibargüen (Alejandro Guerra 15' 2ºT) e Miguel Borja. Técnico: Reinaldo Rueda

13 de junho de 2016

Ingressos para São Paulo x Atlético Nacional

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Venda aberta para sócios torcedores


Até o dia 20 de junho, os sócios-torcedores do São Paulo tem prioridade para comprar ingressos para o primeiro jogo da semifinal da Taça Libertadores da América, contra o Atletico Nacional, da Colômbia, que será realizado no dia 6 de julho, no Morumbi. A venda pela internet, que começou nesta segunda-feira, obedece a dois critérios: valor do plano e frequência nos jogos.

Sócios Torcedores dos demais planos também podem garantir ingresso já no início da pré-venda. Para isso, basta acumular estrelas (veja quadro). Por exemplo, um sócio do plano Sou Tricolor que tenha 5 estrelas tem o direito de adquirir a entrada logo no primeiro dia. Para efeito de comparação, se ele não tiver nenhuma estrela, poderá comprar a partir do dia 20 de junho.






Para comprar ingressos é fácil: entre em http://spfc.vc/ingressospfc e escolha o jogo; na página de compra, clique no link azul e digite seu e-mail de cadastro no campo.

A diretoria do São Paulo espera que os 66 mil ingressos colocados à venda sejam todos comercializados de forma virtual para que o clube não tenha de abrir as bilheterias. Há quem acredite também que somente sócios-torcedores conseguirão adquirir entradas para a partida. Na última parcial do “Movimento por um Futebol Melhor”, o clube contava com 103.759 sócios.

Para o clube, é certo que os ingressos de arquibancada serão vendidos apenas para sócios-torcedores, pois são sempre os mais visados. O restante vai depender da procura. Na partida contra o Atlético-MG, pelas quartas de final, só os proprietários de cadeiras cativas, conselheiros e sócios do clube tiveram acesso às bilheterias. As outras entradas foram vendidas pela internet.

Vale lembrar que houve um aumento no valor dos ingressos para a semifinal. A ideia partiu do departamento financeiro e do vice-presidente Roberto Natel.  Se as bilheterias forem abertas, o torcedor comum pagará o valor dos ingressos relativo ao plano "Sou Tricolor".

Para se ter uma ideia de como funciona a venda para sócios torcedores, o torcedor integrante do plano "Tu és o Primeiro" que paga R$ 489 por mês pagará R$ 1 pelo ingresso de qualquer setor do estádio para a partida contra os colombianos. Já quem faz parte do "Sou Tricolor", que custa R$ 19 mensais, terá de desembolsar R$ 150 por um ingresso de arquibancada e R$ 400 por um lugar no camarote Eterno Capitão, do ex-goleiro Rogério Ceni.






27 de novembro de 2014

São Paulo 1 (1) x (4) 0 Atlético Nacional - Gol e penalidades

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Não houve falta de luta. São Paulo e Nacional fizeram uma partida movimentada e muito disputada no Morumbi. O Tricolor venceu o jogo com gol de Paulo Henrique Ganso mas foi eliminado nos pênaltis e agora assiste a final entre “Colômbia e Argentina” da TV.

Melhores Momentos:

Nos pênaltis, São Paulo acaba eliminado da Sul-Americana

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Tricolor lutou, teve o seu esforço reconhecido pela torcida, mas não conseguiu avançar no torneio

Não faltaram vontade e entrega dos jogadores são-paulinos, que deixaram o gramado ovacionados e aplaudidos pela torcida, mas o Tricolor acabou eliminado na semifinal da Copa Sul-Americana de 2014. Nos pênaltis, após vencer por 1 a 0 no tempo regulamentar com gol de Paulo Henrique Ganso, o São Paulo se despediu da competição continental. O Atlético Nacional-COL, que havia vencido por 1 a 0 na ida, em Medellín, levou a melhor nas penalidades máximas (4 x 1) e garantiu a sua permanência no torneio.

Os mais de 45 mil torcedores que foram ao Morumbi na noite desta chuvosa quarta-feira (26) mais uma vez demonstraram o seu amor pelo clube e foram os destaques do confronto. Cantando os 90 minutos e com uma verdadeira festa para incentivar os atletas, a torcida deu um show de esportividade e apoiou os guerreiros tricolores mesmo após o apito final!

Com os retornos do meio-campista Souza e do atacante Alan Kardec, que cumpriram suspensão pelo terceiro cartão amarelo no clássico contra o Santos (1 x 0), pelo Campeonato Brasileiro, o técnico Muricy Ramalho escalou o time são-paulino com Rogério Ceni; Hudson, Rafael Toloi, Edson Silva e Alvaro Pereira; Denilson, Souza, Kaká, Paulo Henrique Ganso e Michel Bastos; Luis Fabiano.

Com o estádio cheio, a torcida cantou alto e empurrou o São Paulo. Após o apito inicial, o meio de campo do São Paulo começou tocando a bola, na tentativa de abrir a defesa do Nacional, e tirar o zero do placar. No entanto, diante de um adversário bem postado, a partida começou morna. Então, cheio de vontade, Luis Fabiano tratou de ajudar na marcação e dar carrinho para contagiar o time e levantar o público nas arquibancadas.

Assim, a primeira chance surgiu aos 9 minutos. Alvaro Pereira bateu lateral direto na área do Atlético, que tirou a bola dali. No rebote, Hudson chutou de longe e deu trabalho ao goleiro Armani. Organizados, os visitantes encurtavam os espaços e não davam terreno para os brasileiros jogarem. E foi justamente quando a chuva aumentou na capital paulista, dando mostras de que poderia esfriar o jogo, que os anfitriões assustaram de novo.

Aos 15 minutos, Kaká e Michel Bastos tabelaram no ataque, e o camisa 7 bateu rente a trave. Bom lance para esquentar a torcida sob chuva forte no Morumbi e empolgar a equipe em campo. Dois minutos depois, Michel Bastos apareceu bem novamente e deu bom passe para Luis Fabiano. O Fabuloso bateu cruzado, mas o arqueiro rival defendeu. Foi mais uma boa chegada tricolor, que tentava abrir a impecável defesa adversária.

Com dificuldades nas articulações das jogadas, os comandados de Muricy ainda tiveram que batalhar para conter o ímpeto do Nacional, que era perigoso na frente. Para responder aos ataques do adversário, o São Paulo contra golpeou de novo e passou perto de tirar o grito de gol dos torcedores. Aos 32, a zaga do Nacional errou e a bola ficou com Michel Bastos. Porém, quando o são-paulino se ajeitou para o chute, a marcação adversária apareceu para evitar que as redes balançassem.

Mesmo apertando em busca do tento que mexeria no placar pela primeira vez, o Tricolor ainda teve que contar com a eficiência e grande fase do M1TO que, aos 44 minutos, fez boa defesa cara a cara com Cardona para evitar que os visitantes saíssem na frente antes do intervalo. "O time deles é bem organizado. O jogo foi pau a pau. Não pode bater desespero. Temos que nos aproximarmos um pouco mais", alertou o treinador são-paulino quando se dirigia aos vestiários.

Na volta para o segundo tempo, para confundir a marcação e dar outra cara ao time, Muricy alternou o posicionamento de Kaká, que foi para a esquerda, e Michel Bastos, deslocado para a direita. A mudança deu certo e logo as oportunidades foram surgindo. Aos 3, Ganso limpou a jogada no meio de campo e rolou para Michel Bastos. O meia cruzou para a área, em busca de Luis Fabiano, mas a defesa do Atlético Nacional interceptou.

Pouco depois, aos 5, Michel apareceu outra vez pela direita. Ele dominou e bateu para o gol, mas a bola passou pela esquerda de Armani, que dois minutos depois tirou o ângulo do atleta são-paulino e impediu o gol. As investidas com o camisa 7 pareciam ser o caminho para o São Paulo, que não tirava o pé.
Dessa forma, pressionando e sem deixar os colombianos respirarem, o Tricolor abriu o placar. Aos 8, Ganso cobrou falta para o meio da área. A bola passou por todo mundo e morreu na rede de Armani. A vibração do Maestro na comemoração mostrou a garra que o time estava na etapa complementar. Muito melhor no duelo com Michel na direita, Ganso com espaço no meio e Kaká na esquerda, os anfitriões controlavam o embate.

O gol animou o São Paulo, que apertava em busca do segundo que carimbaria a vaga direta para a final. Aos 24 minutos, Michel Bastos se livrou do goleiro e cruzou para trás, para Kaká. O meia ajeitou e finalizou consciente, mas a bola bateu na trave. O lance animou ainda mais a torcida, que explodiu nas arquibancadas.

A pressão, que já era intensa, ficou ainda mais aguda para cima dos visitantes aos 25. Luis Fabiano recebeu dentro da área, girou e bateu. A bola explodiu na trave. No rebote, Michel Bastos não conseguiu aproveitar, mas estava impedido. O São Paulo se aproximava do segundo gol, porém, não tinha sorte nas finalizações.
O Atlético Nacional tentava esfriar a partida. No entanto, sofria com o ímpeto são-paulino, que mantinha a intensidade. O Fabuloso também passou perto, aos 26, mas chutou na rede pelo lado de fora. Para não deixar que o Tricolor diminuísse a pressão, Muricy promoveu as entradas dos atacantes Alan Kardec e Osvaldo nas vagas de Kaká e Alvaro Pereira, mas as redes não balançaram novamente e a decisão foi para os pênaltis.

Nas penalidades máximas, Bocanegra, Valencia, Cardona e Luis Ruiz converteram as suas cobranças e decretaram a eliminação do Tricolor, que marcou apenas com Rogério - Rafael Toloi e Alan Kardec não conseguiram marcar. Na saída do gramado, como forma de reconhecimento da entrega da equipe, a torcida cantou para retribuir o esforço dos atletas são-paulinos.