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16 de fevereiro de 2017

São Paulo vira em cima do Santos na Vila, acaba com jejum e embala

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Luiz Araujo entrou no segundo tempo e decidiu a partida

Famoso por ter na base a sua grande força, o Santos sentiu o próprio veneno nesta quarta-feira. Foram 14 anos sem derrota para o São Paulo na Vila Belmiro no Campeonato Paulista. Desde 2009 o alvinegro não caia diante de seu torcedor para o rival Tricolor. Dessa vez, porém, uma cria da casa são-paulina resolveu mudar o rumo dessa história. Luiz Araújo, de apenas 20 anos, uma das esperanças do São Paulo para o futuro, entrou no segundo tempo para ser o nome do clássico válido pela 4ª rodada do Estadual. Dos pés da revelação de Cotia saíram dois gols e a confirmação da virada por 3 a 1. Antes, Rodrigão abrira o placar em linda jogada de Vitor Bueno, Cueva, de pênalti, igualou ainda no primeiro tempo.

O fim da invencibilidade do Peixe na temporada culminou na manutenção da liderança do Mirassol no Grupo D, com nove pontos. O Santos estaciona nos seis, assim como a Ponte Preta, mas fica em segundo graças ao seu saldo de gols. O Osasco é o lanterna, com quatro pontos conquistados.

O São Paulo, por outro lado, abriu mais vantagem na ponta do Grupo B, agora com seis pontos. Linense vem logo atrás com três a menos. Red Bull Brasil e Ferroviária, com um ponto cada, dividem a lanterna.

E o San-São começou com novidades. Em seu primeiro clássico oficial, Rogério Ceni decidiu entrar com Buffarini ao invés de Bruno e trouxe Cueva para lhe fazer companhia na direita, talvez na tentativa de conter o forte lado esquerdo santista, que tem Zeca, Lucas Lima e Vitor Bueno caindo pelo setor. Na frente, Ceni apostou em Neilton, cria da base alvinegra, na vaga de Luiz Araújo.

O problema é que na prática as coisas não funcionaram como o novato treinador imaginava. Logo aos 10 minutos, Vitor Bueno deixou o lateral argentino do São Paulo no chão e colocou a bola na cabeça de Copete. 1 a 0 Peixe.

O gol mudou o panorama tático da partida. O Santos, propositalmente, deu campo ao rival e recuou sua marcação para apostar na saída rápida. Restou ao São Paulo tocar a bola e tentar encontrar um meio de furar o bloqueio santista. Nesse ponto, Neilton, sempre perseguido pelos torcedores na Baixada, decepcionou.

Mas, a dez do intervalo, Zeca deslocou Gilberto dentro da área no momento que o centroavante saltava para tentar um cabeceio. Pênalti infantil o campeão olímpico que Cueva não desperdiçou e deixou tudo igual antes de iniciar uma confusão generalizada. O motivo foi o gestão de mão no ouvido em direção às arquibancadas.

O empate comprovou um primeiro tempo equilibrado, com poucas chances de lado a lado e um duelo tático intenso e disciplinado. Rodrigão ainda teve uma grande chance depois de uma sobra de bola, mas errou o alvo frente a frente com Sidão.

Como era de se esperar, Neilton não voltou para a etapa final. Luiz Araújo retomou sua posição. Porém, foi o ataque do Santos que assustou primeiro. Sidão deu a bola no pé de Thiago Maia e só não se tornou vilão porque João Schmidt se antecipou a Rodrigão e evitou o gol. Restou ao pupilo de Rogério Ceni agradecer e pedir desculpas ao time.

O lance, no entanto, não era nenhum presságio do que estaria por vir. O time da Capital seguiu com mais posse de bola, empurrando o Santos para o seu campo. O Peixe se viu em apuros e os jogadores começaram a demostrar irritação. O retrato do jogo ficou explícito aos 10 minutos. Lucas Lima dormiu no ponto e perdeu a bola para Thiago Mendes. Gilberto ligou Luiz Araújo, que correu cerca de 20 metros, livre, antes de driblar Vladmir e calar a Vila Belmiro. Era a virada Tricolor.

As entradas de Bruno Henrique de um lado e Araruna do outro anunciaram o que seriam os minutos seguintes. Enquanto os mandantes tentavam, apesar da pouca inspiração, pressionar, os visitantes administravam e tocavam a bola de forma angustiante tanto para os torcedores quanto para os atletas santistas.

E a situação ficou ainda mais dramática aos 26. Isso porque Sidão mostrou que seu reflexo está apurado ao defender cabeçada de Rodrigão. No contra-ataque, Cueva fez o que quis com a exposta defesa do Santos e só rolou para o jovem Luiz Araújo matar o jogo com mais um gol. Victor Ferraz, a essa altura, já era meia. Opção que custou caro ao Peixe.

Mais do que os três pontos, a festa dos são-paulinos após o apito final se justifica. Fim de um longo jejum na Vila Belmiro, terceira vitória seguida da equipe depois de mais de um ano e, acima de tudo, a expectativa de um ano promissor. Por outro lado, fica o sinal de alerta para Dorival Júnior. Além da derrota, a forma como o Santos se portou em campo frente a um grande rival é o que mais chamou a atenção. E se o estádio não pôde receber torcedores do São Paulo por causa da determinação da Secretaria de Segurança do Estado, o som que marcou o fim do jogo foi o das vaias para os santistas, principalmente em cima de Lucas Lima, apagado e substituído no clássico.

Agora, ambos os times voltam a campo no sábado, às 19h30. O Alvinegro Praiano recebe a Ferroviária de novo na Vila Belmiro, enquanto o São Paulo enfrenta o Mirassol também diante de seu torcedor, no Morumbi.

FICHA TÉCNICA
SANTOS 1 X 3 SÃO PAULO

Local: Estádio da Vila Belmiro, em Santos (SP)
Data: 15 de fevereiro de 2017, quarta-feira
Horário: 21h45 horas (de Brasília)
Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araújo
Assistentes: Anderson José de Moraes Coelho e Bruno Salgado Rizo

Cartões amarelos: SANTOS: Zeca, Rodrigão. SÃO PAULO: Thiago Mendes, Neilton, Cueva, Cícero
Público: 11.320 torcedores
Renda: R$ 455.425,00

GOLS:
SANTOS: Copete, aos 10 minutos do 1T.
SÃO PAULO: Cueva, aos 36 minutos do 1T, e Luiz Araújo, aos 10 e aos 27 minutos do 2T.

SANTOS: Vladimir; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Yuri e Zeca; Thiago Maia, Leandro Donizete (Bruno Henrique), Vitor Bueno e Lucas Lima (Thiago Ribeiro); Copete e Rodrigão (Rodrigão).
Técnico: Dorival Júnior

SÃO PAULO: Sidão, Buffarini, Rodrigo Caio, Maicon e Junior; João Schmidt, Thiago Mendes (Araruna), Cícero e Cueva (Bruno), Neilton e Gilberto.
Técnico: Rogério Ceni


14 de outubro de 2016

São Paulo continua melancólico e perde para o Santos no Pacaembu

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Chaves perdeu chance incrível de empatar no segundo tempo


A casa partida, jogadores e técnicos são repetitivos de que cada vez mais os jogos têm sido decididos nos pequenos detalhes. E no clássico desta quinta-feira, no estádio do Pacaembu, o São Paulo pagou caro por um minuto de apagão. O Santos, atento, foi fatal. Jonathan Copete marcou o único gol do jogo e garantiu os três pontos para o time de Vila Belmiro nesta 30ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O lance que decidiu o San-São aconteceu logo depois do apito do árbitro para o reinicio da partida na segunda etapa. A bola era são-paulina, mas os atletas pareciam desligados. De repente, bola para lateral. Victor Ferraz acionou Jean Mota no meio. A marcação dobrou no santista e o lado direito da defesa ficou escancarado.

Jean percebeu, tocou para Lucas Lima, que deu de primeira para Copate. Livre, o colombiano ainda soube aproveitar o mau posicionamento de Denis para marcar enquanto muitos ainda retornavam dos banheiros e das lanchonetes do Pacaembu.

O mais estranho é que o primeiro tempo apresentou um cenário totalmente diferente. O clássico começou morno, com as duas equipes errando muitos passes. Do lado santista, Copete ainda perdeu uma chance incrível depois de receber cruzamento de Ricardo Oliveira. Mas, depois da primeira metade da etapa inicial, só deu Tricolor.

A pressão acuou o Peixe. Buffarini exigiu linda defesa de Vanderlei, Robson assustou, primeiro em chute travado já dentro da área e depois ao se jogar na bola e por pouco não completar para o gol o um desvio de cabeça de Chavez depois de cobrança de escaneio. Coincidência ou não, a melhora são-paulina aconteceu depois de Carlinhos sentir uma lesão na coxa e sair para a entrada de Kelvin.

O intervalo, porém, não fez bem aos são-paulinos. O time voltou relaxado e sentiu o gol tão relâmpago de Copete. Então, Cueva foi chamado por Ricardo Gomes e muito festejado pela torcida. Wesley deixou o clássico sob vaias e xingamentos. O peruano se tornou na grande esperança tricolor, mas o clássico ganhou ares de pelada, com as duas equipes abertas, atacando e contra-atacando na base do desespero.

O São Paulo era reflexo de sua torcida nas arquibancadas: nervoso e ansioso. O Santos, depois do gol, voltou a ser dominado, assim como na primeira etapa. E o desânimo do lado tricolor bateu de vez a cinco minutos do fim, quando Cueva achou Andres Chavez livre dentro da área e o argentino desperdiçou uma chance incrível, na cara de Vanderlei.

Assim, o São Paulo chega ao quinto jogo seguido sem vitória no Campeonato Brasileiro e se mantém a três pontos da zona de rebaixamento, com 36 pontos. Já o Peixe chega a seis jogos sem perder para o rival do Morumbi (5 vitórias e um empate), alcança 54 pontos e segue na caça do Atlético-MG, dois pontos acima, por uma vaga direta à Copa Libertadores da América em 2017.

Na próxima rodada o São Paulo visitará o Fluminense, segunda-feira, no estádio Giulite Coutinho, no Rio de Janeiro, às 20 horas. 


MELHORES MOMENTOS:




FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 0 X 1 SANTOS

Local:Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 13 de outubro de 2016, quinta-feira
Horário: 21 horas (de Brasília)
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Assistentes: Rafael da Silva Alves e Elio Nepomuceno de Andrade Júnior (ambos do RS)
Cartões amarelos: SÃO PAULO:Mena, Robson. SANTOS:Zeca, Copete.
Público: 28.321 pagantes (total: 29.314).
Renda: R$ 570.430,00.

GOL:
SANTOS:Jonathan Copete, 1 minuto do 2T.

SÃO PAULO:Denis; Buffarini, Rodrigo Caio, Maicon e Mena; Hudson (Jean Carlos), Thiago Mendes, Wesley (Cueva) e Carlinhos (Kelvin); Robson e Andres Chavez
Técnico:Ricardo Gomes

SANTOS:Vanderlei; Victor Ferraz (Daniel Guedes), Luiz Felipe, David Braz e Zeca; Renato (Fabian Noguera), Thiago Maia e Lucas Lima (Yuri); Jean Mota, Copete e Ricardo Oliveira
Técnico: Dorival Júnior





11 de outubro de 2016

Ingressos para São Paulo x Santos

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Pacaembu - quinta-feira -

Em cumprimento à lei nº 14590 publicada no Diário Oficial em 11/10/2011, a partir de 11/11/2011, serão cadastrados todos os torcedores que adquirirem ingressos para partidas de futebol. É obrigatória a apresentação de documento de identificação oficial com foto no ato da compra (nas bilheterias ou pontos de venda).

!!! ATENÇÃO !!! >>>>>>>>>>>>>  GRATUIDADE: 
PORTADOR DE NECESSIDADES ESPECIAIS - Deverão acessar diretamente o portão 13 do Estádio e apresentar sua documentação junto aos fiscais de catraca. Dos acompanhantes do PNE será cobrado o valor integral do setor Cadeira Laranja. Poderão fazer uso do benefício de 1⁄2 entrada se devidamente documentados. Ingressos de acompanhante poderão ser adquiridos nas bilheterias do portão principal.
CRIANÇAS MENORES 12 ANOS DE IDADE - Exceto na Cadeira Coberta Azul. Os pais e/ou responsáveis deverão comparecer às catracas, com documento da criança comprovando a idade. SUJEITO A ESGOTAMENTO.
IDOSO - Exceto na Cadeira Coberta Azul. Os maiores de 60 anos, com documento de identidade, deverão comparecer às catracas (SUJEITO A ESGOTAMENTO).

MEIA-ENTRADA:
  • A venda de meia-entrada se dará nas bilheterias e nos pontos de venda, mediante apresentação de documento de identificação, nos termos da Lei.
  • Nos termos do Decreto no. 8.537/2015 a concessão do benefício da meia entrada fica assegurada até o percentual de quarenta por cento do total de ingressos, descontados os destinados ao programa de Sócio Torcedor, reservados pelo prazo de setenta e duas horas antes de cada evento. 
  • Para compra virtual o torcedor fará a compra de apenas um ingresso por CPF, com a apresentação obrigatória do documento de identificação que garante o benefício no acesso ao estádio.
  • O ingresso de 1/2 entrada só poderá ser adquirido pelo beneficiário do desconto. O ingresso é pessoal e intransferível.Abriremos exceção somente para pais ou filhos, que poderão adquirir ingressos uns para os outros, mediante a apresentação de documentos que comprovem o grau de parentesco.
  • Estudantes: É necessária para a compra e acesso ao estádio a apresentação de documento escolar original (declaração escolar do mês vigente, ou carteirinha escolar com ano letivo ou data de validade e carimbo da escola, ou boleto pago do mês vigente) e RG original ou cópia autenticada (Lei Municipal nº 11.355/1993, Decreto Municipal nº 33.468/1993 e Lei Municipal nº 13.715/2004). 
  • Aposentado do INSS: É necessário a apresentação de holerite ou cartão do benefício e RG original ou cópia autenticada. (Lei Municipal nº 12.325/1997)
  • Idosos (com idade igual ou superior a 60 anos): apresentando RG  original ou cópia autenticada, paga meia entrada. (Lei Federal 10.741/2003 - Estatuto do Idoso)
  • Professores da rede pública municipal e estadual de ensino: pagam meia mediante a apresentação de RG e a carteira funcional emitida pela Secretaria de Educação.
  • Diretores, coordenadores pedagógicos, supervisores e titulares de cargos do quadro de apoio das escolas das redes públicas estadual e municipais de ensino (Lei Estadual nº 15.298/2014): pagam meia mediante a apresentação de RG e a carteira funcional emitida pela Secretaria de Educação.
  • Jovens de baixa renda:      jovens de 15 a 29 anos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CADÚNICO), cuja renda mensal seja de até 02 (dois) salários mínimos. Para a compra, retirada e acesso ao estádio, é obrigatório apresentar a Carteirinha do CADÚNICO (Bolsa Família) e o Documento de Identidade original (RG) ou cópia autenticada (Lei Federal 12.933/2013).


 FORMAS DE PAGAMENTO


Para compras efetuadas na internet, o pagamento poderá ser efetuado através de cartão de crédito ou débito.
Nas bilheterias e pontos de venda, o pagamento poderá ser efetuado em dinheiro ou cartão de débito.


 INGRESSOS SÓCIO TORCEDOR

INFORMAÇÕES E DÚVIDAS: 11 3749-5549 / relacionamento@sociotorcedor.com.br

ATENÇÃO! ANTES DE EFETUAR A COMPRA, VERIFIQUE OS BENEFÍCIOS DO SEU PLANO




  • VENDAS
TOTALACESSO.COM
Venda de ingressos online a todos torcedores a partir das 09h do dia 08/10/2016.
BILHETERIAS DO PACAEMBU
De 10/10 a 12/10/2016, das 10h às 17h (bilheterias do portão principal)
No dia da partida, 13/10, das 10h às 21h45 (bilheterias do portão principall e bilheterias do P21 e P22)
Não há venda para o setor visitante
  • DEMAIS PONTOS DE VENDA (Não abrem no dia do jogo)
Estádio do Morumbi
Praça Roberto Gomes Pedrosa, 01 - Bilheteria 03 - São Paulo
De 10/10/2016 a 11/10/2016 - 11h às 17h
Ginásio do Ibirapuera
Rua Manuel da Nóbrega, 1361 - São Paulo
De 10/10/2016 a 11/10/2016 - 11h às 17h
Estádio Anacleto Campanella
Rua Walter Tomé, 64 - São Caetano
De 10/10/2016 a 11/10/2016 - 11h às 17h 

27 de junho de 2016

São Paulo perde para o Santos no Pacaembu

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O garoto Luiz Araújo foi a única coisa boa do São Paulo na partida

O jogo – O São Paulo começou a partida como desembarcou do ônibus que o levou ao Pacaembu junto ao Santos: na paz. O Peixe, por sua vez, aproveitou a moleza do time tricolor e abriu o placar logo em seu primeiro ataque. Aos 44 segundos de jogo, Gabriel fez cruzamento na segunda trave, Thiago Maia apareceu sozinho e chutou para o gol. Denis não segurou e, no rebote, Vitor Bueno empurrou para o fundo das redes, fazendo a única torcida presente no estádio municipal comemorar o gol .

O time comandado por Edgardo Bauza, então, se viu obrigado a atacar e ameaçou o gol de Vanderlei aos dez minutos. Ytalo se infiltrou pelo meio e de fora da área arriscou o chute, obrigando o goleiro santista a espalmar para escanteio. Na cobrança, porém, o Peixe armou bom contra-ataque com Lucas Lima, que disparou pela direita e finalizou para defesa de Denis.

Com Michel Bastos e Ytalo apagados, ficou a cargo do jovem Luiz Araújo a criação das principais jogadas do São Paulo. O veloz garoto, atuando pela direita, dava trabalho para Gustavo Henrique e Renato. Tanto que aos 25, o meia limpou e chutou rasteiro com muito perigo a Vanderlei, que desviou para escanteio.

Percebendo a dificuldade na movimentação do ataque de sua equipe, Patón pediu para Michel e Ytalo trocar de posições, com o primeiro assumindo o meio e o segundo a ponta esquerda. A medida surtiu efeito e o Tricolor quase chegou ao empate em uma sequência de lances perigosos. Primeiro com Ytalo, que girou e bateu forte para defesa do goleiro rival. No escanteio, Zeca e Gustavo Henrique quase jogaram contra o próprio gol.

Como quem não faz, toma, o castigo chegou ao São Paulo. Com marcação na saída de bola tricolor, o Peixe fez triangulação rápida entre Lucas Lima, Gabriel e Victor Ferraz. O lateral recebeu na ponta direita e passou na medida para o centroavante Rodrigão empurrar para redes: 2 a 0, placar merecido para quem atacou mais e manteve a posse de bola.

Já no início da etapa final, o São Paulo deu mostras de que poderia incomodar mais o Santos. Logo aos cinco minutos, Calleri disparou em contra-ataque, invadiu a área, mas parou em Vanderlei, que fez sua defesa mais difícil até então. Logo em seguida, os mandantes responderam com Rodrigão, que desviou escanteio e quase fez o terceiro do Peixe.

Sem conseguir com que sua equipe agredisse o Santos, o Patón promoveu as entradas de Carlinhos e Hudson nos lugares de Luiz Araújo e Artur, respectivamente. O jogo, no entanto, ficou mais nervoso em função da irritação dos jogadores tricolores pelas jogadas de Lucas Lima e do carrinho de Calleri em Vanderlei, quando o goleiro saía com a bola. O argentino por pouco não recebeu o segundo cartão amarelo e, consequentemente, o vermelho. Já Hudson não escapou da advertência por empurrão em Zeca.

As alterações de Bauza não surtiram efeito e o Santos continuou controlando a partida. Com boa posse de bola, o time de branco provocou o “olé” de sua torcida na parte final do confronto. Por outro lado, o São Paulo errava muitos passes e não conseguia propor o jogo ou sair em contra-ataque.

Satisfeita com o desempenho de sua equipe, os torcedores santistas acenderam as lanternas de seus aparelhos celulares. Foi com esse clima que, aos 44, Lucas Lima cobrou falta com excelência e pregou o último parafuso no caixão tricolor. Na sequência, Lugano reclamou com o árbitro Raphael Claus pela falta que originou o terceiro tento do Peixe e acabou levando o segundo amarelo, descendo aos vestiários um pouco mais cedo.

MELHORES MOMENTOS:



FICHA TÉCNICA
SANTOS 3 X 0 SÃO PAULO

Local: Pacaembu, em São Paulo (SP)
Árbitro: Raphael Claus (SP)
Auxiliares: Danilo Simon Manis e Miguel Ribeiro da Costa (ambos de SP)
Cartões amarelos: Gabriel, Lucas Lima (Santos), Calleri, Hudson, Lugano (São Paulo)
Cartão vermelho: Lugano (São Paulo)
Público: 19.740 pagantes
Renda: R$ 862.720,00
Gols:
SANTOS: Vitor Bueno, a 1 minuto do 1º Tempo, Rodrigão, aos 38 minutos do 1º Tempo, e Lucas Lima, aos 44 minutos do 2º tempo

SANTOS: Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia (Caju), Renato, Vitor Bueno (Yuri) e Lucas Lima (Jean Mota); Gabigol e Rodrigão
Técnico: Dorival Júnior

SÃO PAULO: Denis; Caramelo, Maicon, Lugano e Matheus Reis; João Schmidt, Artur (Hudson), Luiz Araújo (Carlinhos) e Michel Bastos; Calleri e Ytalo (Daniel)
Técnico: Edgardo Bauza

29 de outubro de 2015

Derrota na Vila Belmiro

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Na semifinal, São Paulo é eliminado pelo Santos, e agora retomará o foco por uma vaga no G-4 do Brasileiro

O São Paulo até criou boas chances para evitar o revés, mas, assim como no confronto de ida, acabou derrotado pelo Santos no duelo de volta da Copa do Brasil de 2015. Na noite desta quarta-feira (28), na Vila Belmiro, o Tricolor perdeu o clássico por 3 a 1 e se despediu do torneio nacional. Com a missão de tentar reverter o placar sofrido na capital paulista (3 x 1), o time apostou em uma postura ofensiva, porém não conseguiu segurar o ímpeto dos anfitriões.

Ricardo Oliveira (2) e Marquinhos Gabriel marcaram os gols dos donos da casa, enquanto Michel Bastos descontou para os visitantes. Agora, com a eliminação, o São Paulo retomará o foco na disputa do Campeonato Brasileiro. No próximo sábado (31), no Morumbi, a equipe receberá o Sport e tentará manter a briga por uma vaga no G-4, que renderá uma vaga na Libertadores da América de 2016.

Para encarar os santistas, o treinador não pôde contar com Thiago Mendes (suspenso pelo terceiro cartão amarelo), Rogério (já defendeu o Vitória-BA na competição), Breno (aprimora a forma física após se recuperar de tendinite no joelho direito) e Carlinhos (estiramento na panturrilha esquerda). Assim, com uma formação ofensiva, o time foi escalado com Rogério Ceni; Bruno, Lyanco, Lucão e Matheus Reis; Rodrigo Caio, Michel Bastos e Paulo Henrique Ganso; Alexandre Pato, Luis Fabiano e Alan Kardec.

Quando a bola rolou, o clássico começou agitado e com as duas equipes buscando o gol. No entanto, apesar de ter uma postura bem aguda com a escalação ofensiva, o Tricolor não teve tempo de apostar nos homens de frente para descontar a vantagem no confronto de ida. Logo aos 11 minutos, o Santos iniciou contra-ataque, Lucas Lima fez lançamento para Gabriel, que avançou e cruzou para Ricardo Oliveira, que bateu no canto esquerdo de Rogério Ceni: 1 a 0.

O São Paulo tinha dificuldades para entrar na grande área e, então, tentou arriscar com alguns cruzamentos. Pelo lado esquerdo, com Pato, a equipe tentava surpreender os anfitriões e passou perto de balançar as redes. Aos 19, após cobrança de falta de Alexandre Pato pela esquerda, Luis Fabiano cabeceou no canto esquerdo de Vanderlei, que fez grande defesa e mandou para escanteio! Na cobrança, porém, os santistas armaram contra-ataque e Marquinhos Gabriel recebeu no ataque, pela direita. O meia dominou e, de pé esquerdo, mandou no ângulo direito de Rogério Ceni que nada pode fazer: 2 a 0.

Sem desistir e em busca do primeiro gol, o time são-paulino seguiu criando as investidas e acionando Luis Fabiano. No entanto, quando tentava descontar, sofreu o terceiro aos 23. Em mais um contra-ataque pela esquerda iniciado por Lucas Lima, o meia foi até o fundo e cruzou para Ricardo Oliveira que, sozinho dentro da área, só teve o trabalho de desviar de Rogério Ceni: 3 a 0. Para reagir, o São Paulo se mandou para o ataque e levou perigo.

Aos 29 minutos, Rodrigo Caio avançou pelo meio e tocou para o camisa 9, que girou dentro da área e bateu rasteiro, para grande defesa de Vanderlei. Pouco depois, o Fabuloso teve mais uma boa chance, mas bateu por cima da meta. Pressionando, o Tricolor teve outra oportunidade com Michel Bastos aos 32, após belo passe de Ganso, mas o camisa 7 chutou para fora. Nos contragolpe, os santistas também assustavam. Então para dar mais segurança ao meio de campo, Doriva promoveu a entrada de Wesley na vaga de Luis Fabiano.

Na volta para a segunda etapa, o goleiro Rogério Ceni - que chutou o chão e torceu o tornozelo em lance acidental no primeiro tempo -, foi substituído por Denis. Os anfitriões, com o intuito de administrar o resultado, trataram de cadenciar o San-São e esfriaram a partida. O ritmo do jogo caiu muito em relação ao primeiro tempo e, assim, ficou monótono.

Para tentar mudar o cenário do embate, o treinador são-paulino apostou na entrada do argentino Centurión no lugar de Kardec. Com o camisa 20, o time ficou com mais mobilidade para envolver a defesa rival. Aos 24, Michel Bastos arriscou de fora da área e acertou a trave esquerda de Vanderlei. O lance animou o São Paulo, que conseguiu descontar aos 26 e dar números finais ao clássico. Michel Bastos recebeu de Centurión na entrada da área e disparou uma bomba de pé esquerdo, no canto esquerdo: 3 a 1.


Melhores momentos: