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11 de dezembro de 2016

São Paulo despede do campeonato com goleada pra cima do Santa Cruz

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São Paulo jogou com camisa preta e escudo da Chapecoense no lado direito.

Vestido de preto e ostentando o escudo da Chapecoense, o São Paulo homenageou com goleada as 71 vítimas do acidente aéreo envolvendo a delegação do clube catarinense. Na tarde deste domingo, o Tricolor derrotou o já rebaixado e inofensivo Santa Cruz por 5 a 0, no Pacaembu, pela 38ª e última rodada do Campeonato Brasileiro.

Na negra camisa são-paulina, nada das logomarcas dos patrocinadores. Apenas os escudos da Chapecoense e do próprio Tricolor, além da hashtag ForçaChape. O Santa Cruz, que não contou com os atacantes Grafite e Keno, também homenagearam a agremiação catarinense com a camisa verde.

Vestidos assim, os jogadores do clube do Morumbi se despediram da atual temporada, da qual levam pouca coisa de positivo. Apenas uma vaga na pouco vista Copa Sul-Americana.

Com o resultado, o São Paulo encerra sua participação na edição 2016 do Campeonato Brasileiro no 10º lugar, com 52 pontos. Andres Chavez, duas vezes, David Neres, Gilberto e Luiz Araújo fizeram os gols da vitória. Este foi o último jogo com o auxiliar Pintado no comando.

Agora é o ídolo Rogério Ceni quem estará à frente do Tricolor. Os trabalhos em campo iniciarão no começo de janeiro, nos Estados Unidos, com a disputa da Copa Flórida, entre os dias 7 e 21. Fora das quatro linhas, o ex-goleiro já participa com a diretoria do planejamento para 2017, auxiliando, inclusive, em contratações.


O jogo 

Diante de quase 18 mil pessoas, o São Paulo precisou só de um minuto para fazer sua torcida comemorar. Após ótima jogada pela esquerda de Buffarini e Cueva, Andres Chavez recebeu e cruzou rasteiro. David Neres veio de trás e, livre de marcação, finalizou com força para abrir o placar no Pacaembu.

Estava fácil de o Tricolor chegar na área pernambucana. Aos quatro minutos, após rápido contra-ataque, David Neres rolou para a passagem de Gilberto, que bateu de pé direito. A bola parou na rede pelo lado de fora. Aos 17, Buffarini avançou pela esquerda e cruzou para Neres, que, de primeira, chutou com perigo, mas por cima do gol. Logo em seguida, o Santa Cruz chegou pela primeira vez com perigo. Arthur avançou com liberdade pela direita e cruzou rasteiro para Bruno Moraes, que, nas costas de Maicon, bateu para fora, na saída de Denis.

Os pernambucanos, então, foram castigados pelo gol perdido. Aos 29, Gilberto, que já vinha fazendo boa partida, arriscou da intermediária após passe de Maicon. O chute saiu forte, com efeito e só foi parar no fundo da rede, no canto direito do goleiro Miller. Foi o segundo tento em jogos consecutivos do centroavante.

No último minuto do primeiro tempo, o lance mais polêmico da partida. Cueva recebeu de Gilberto e invadiu a área. Após choque com Derley, o peruano caiu, mas o juiz Paulo Vollkopf entendeu como simulação e expulsou o jogador, que já tinha cartão amarelo por reclamação, gerando muitas reclamações dos jogadores do São Paulo.

O segundo tempo começou em ritmo bem mais lento. Mesmo com um a mais em campo, o Santa Cruz continuou sem agressividade. Só aos sete minutos João Victor testou Denis de longe, mas o goleiro espalmou. Em seguida, Buffarini perdeu o controle da bola desperdiçou boa jogada de Neres.

O Tricolor percebeu a fragilidade da equipe de Recife e foi pra cima apesar da desvantagem numérica. E o risco deu certo. Aos 12, Chavez recebeu de João Schmidt na esquerda, dividiu com a zaga, ganhou e sai na cara de Miller. Com um toque de classe, o  argentino encobriu o goleiro e fez o terceiro do São Paulo.

A inofensividade do Santa Cruz era tamanha que o Tricolor continuou dominando as ações. Os comandados do técnico interino Pintado só não fizeram o quarto gol antes porque perderam chances incríveis, com Gilberto e David Neres. Mas Chavez, em seguida, compensaria com seu poder de finalização.

Aos 27, Luiz Araújo, que havia acabado de entrar, pegou rebote de chute de Chavez e rolou para o argentino, que dominou e mandou a bomba no ângulo de direito de Miller, anotando seu segundo gol na tarde, o quarto do Tricolor. O quinto não demorou para acontecer. Aos 36, Luiz Araújo recebeu no meio-campo, passou por dois zagueiros e bateu forte no canto esquerdo, sem chances para o arqueiro do Santa.

Ao final do confronto, a torcida são-paulina comemorou a goleada aos gritos de “Vamos, vamos, Chape”.


MELHORES MOMENTOS:



FICHA TÉCNICA

SÃO PAULO 5 X 0 SANTA CRUZ

Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 11 de dezembro de 2016, domingo
Horário: 17 horas (de Brasília)
Árbitro: Paulo Schleich Vollkopf (MS)
Assistentes: Cícero Alessandro de Souza (MS) e Daiane Caroline Muniz dos Santos (MS)
Público:  17.798 pessoas (16.553 pagantes)
Renda: R$ 354.439,00
Cartões Amarelos: Cueva e Andres Chavez (São Paulo); Derley (Santa Cruz)
Cartões Vermelhos: Cueva (São Paulo)

GOLS:

SÃO PAULO: David Neres, no 1º minuto do primeiro tempo; Gilberto, aos 29 minutos do primeiro tempo; Andres Chavez, aos 12 minutos do segundo tempo, e aos 27 do segundo tempo; Luiz Araújo, aos 36 minutos do segundo tempo

SÃO PAULO: Denis (Léo); Bruno, Maicon, Rodrigo Caio e Buffarini; João Schmidt, Thiago Mendes e Cueva; David Neres, Gilberto (Luiz Araújo) e Andres Chavez (Wellington)
Técnico: Pintado

SANTA CRUZ: Miller; Vítor, Walter Guimarães, Luan Peres e Roberto; Derley, Léo Moura e Renatinho (Léo Cotia); Arthur, Bruno Moraes e Marcílio (João Victor)
Técnico: Adriano Teixeira

5 de novembro de 2016

Com direito a “olé”, São Paulo atropela o Corinthians e lava a alma

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Cueva foi um monstro em campo e comandou a goleado no Majestoso

É difícil dimensionar o que um clássico é capaz de fazer na vida de quem entra em campo. O São Paulo recebeu o Corinthians pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro precisando da vitória para se livrar de vez do rebaixamento, enquanto o rival ainda briga por uma vaga na próxima Copa Libertadores. Mas, com a bola rolando, esse panorama se desfez. A equipe tricolor se impôs, sobrou e atropelou o Timão com um sonoro 4 a 0, que ainda teve direito a “olé”, provocações e muita festa nas arquibancadas do início ao fim. Além do sabor especial por bater o arquirrival, os três pontos levaram o São Paulo aos 45, longe do Z4. Já o Corinthians estaciona nos 50 pontos e pode cair para o nono lugar na tabela de classificação, dependendo dos resultados de seus adversários direitos por uma vaga no G6, que só entram em campo neste domingo.


O Majestoso deste sábado teve todos os ingredientes de um grande clássico. Estádio cheio, confusão fora de campo antes da bola rolar e uma grande polêmica, que inclusive não demorou muito para acontecer. Como de costume sempre que joga no Morumbi, o São Paulo imprimiu um ritmo mais acelerado nos primeiros minutos, enquanto o Corinthians, como visitante, cadenciava.

Mas logo aos 11 minutos, Kelvin foi para cima de Fagner dentro da área e caiu. O árbitro sergipano Claudio Francisco Lima e Silva titubeou, mas marcou o pênalti, e deu início à revolta dos corinthianos, indignados com a decisão diante da alegação de que o são-paulino forçou a jogada e se atirou no gramado.

Depois de muito empurra-empurra e um cartão amarelo para Romero por reclamação – está suspenso do próximo jogo -, Cueva foi frio e usou a cavadinha no meio do gol para tirar Cássio da bola e abrir o placar, para delírio da única torcida que pôde ir ao estádio.

Apesar do gol e de demonstrar mais disposição em campo, o São Paulo não manteve o ritmo. Por outro lado, o Corinthians, aos poucos, controlou o jogo e obteve até mais posse de bola. O problema era a ineficiência do ataque alvinegro, evidenciada em mais uma péssima atuação de Marquinhos Gabriel.

Depois de duas pausas por causa de sinalizadores nas arquibancadas e uma para a saída de Kelvin, que sentiu a coxa esquerda aos 38 e deu lugar a Luiz Araújo, o Tricolor perdeu o ímpeto do início da partida. O Corinthians aproveitou e, antes do intervalo, criou duas situações claras para igualar o marcador. Na primeira, Romero desperdiçou, de cabeça, de forma inacreditável. Depois, Mena salvou o que seria a chance do paraguaio se redimir.

Sorte do São Paulo que o intervalo esfriou o Timão. Os mandantes voltaram a comandar as ações, mesmo que apostando mais no contra-ataque. O jogo voltou a pegar fogo depois de entrada dura de Rodriguinho em Cueva. Além do cartão ao volante, o lance despertou o peruano, que estava meio sumido.

Dos pés dele saiu uma ótima assistência para Chavez marcar, não fosse a má fase do argentino. Depois, o meia serviu David Neres, que passou da bola, mas contou com o vacilo de Guilherme Arana para marcar o segundo gol e levar a torcida à loucura no Cícero Pompeu de Toledo.

O gol desmonetou o time de Oswaldo de Oliveira, que ainda tentou alguma coisa com Rildo no Lugar de Marquinhos Gabriel, mas o abatimento de sua equipe era notório. O São Paulo, que nada tinha com isso, foi de novo às redes. Enfim, Andres Chavez acabou com a seca que já perdurava dez jogos e consagrou também Cueva, autor de mais uma assistência.

A entrada de Camacho no lugar de Guilherme mostrou a real preocupação de Oswaldo de Oliveira a partir disso. A cara de goleada estava latente. A torcida desfrutou com o famoso “olé” a cada toque dos são-paulinos na bola e o jogo acabou perdendo boa parte de sua objetividade. Era hora de festa para o Tricolor, que sofreu com um ano amargo, mas ao menos lavou a alma com uma grande atuação em cima do arquirrival, que vê cada vez longe a sua chance de disputar a próxima Copa Libertadores da América. Nos acréscimos, ainda deu tempo para Cueva servir mais um companheiro. Em um contra-ataque mortal, Luiz Araújo deu números finais ao placar e decretou a goleada: 4 a 0, fora o show.

Para azar da equipe de Parque São Jorge, o Campeonato Brasileiro faz uma pausa agora por causa das datas Fifa. Com isso, o Timão ficará com o sabor da derrota humilhante até o dia 16, quarta-feira, quando o time visitará o Figueirense, às 21h45, no estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis. Rindo à toa, apesar de praticamente ter de cumprir tabela até o fim da competição, o São Paulo entrará em campo de novo no dia seguinte, às 19h30, de novo no Morumbi.


MELHORES MOMENTOS:





FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 4 X 0 CORINTHIANS

Local:Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 5 de novembro de 2016, sábado
Horário: 19h30 horas (de Brasília)
Árbitro: Claudio Francisco Lima e Silva (SE)
Assistentes: Guilherme Dias Camilo (MG) e Nadine Schramm Camara Bastos (SC)
Cartões amarelos: SÃO PAULO: João Schimidt, Wesley, Luiz Araújo. CORINTHIANS: Vilson, Romero, Rodriguinho e Balbuena
Público: 53.781 total.
Renda: R$ 723.844,00.

GOLS:
SÃO PAULO: Cueva, aos 13 minutos do 1T, e David Neres, aos 15, e Chavez, aos 21, e Luiz Araújo, aos 47 minutos do 2T.

SÃO PAULO: Denis; Buffarini, Rodrigo Caio, Maicon e Mena; João Schimidt, Thiago Mendes e Cueva; Kelvin (Luiz Araújo), David Neres (Wesley) e Chavez (Pedro)
Técnico:Ricardo Gomes

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Vilson, Balbuena e Uendel (Guilherme Arana); Willians, Romero, Giovanni Augusto, Rodriguinho e Marquinhos Gabriel (Rildo); Guilherme (Camacho)
Técnico: Oswaldo de Oliveira

22 de outubro de 2016

São Paulo bate a Ponte e ganha fôlego no Brasileirão

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Garoto brilhou e fez o segundo gol do São Paulo na partida

O risco de rebaixamento praticamente já não existe mais no São Paulo. Depois de uma virada marcante sobre o Fluminense na semana passada, o Tricolor confirmou a reação no Campeonato Brasileiro com uma vitória em cima da Ponte Preta para 49.673 pessoas no Morumbi por 2 a 0. Cueva, de pênalti, e David Neres, que nunca havia jogado profissionalmente no Cícero Pompeu de Toledo, marcaram os gols do jogo. Assim, a equipe alcança os 42 pontos, fica a três de sua meta restando ainda seis rodadas para o fim da competição. Já a Macaca, que foi melhor em campo o jogo todo, mas abusou da ineficiência, estaciona nos 45 pontos e fica mais distante do sonho de entrar no G6, pelotão de clubes que vai à Copa Libertadores da América em 2017.

A audácia na escalação do São Paulo pegou muitos torcedores de surpresa, mas agradou. Em má fase, Chavez perdeu lugar para Pedro e David Neres ganhou oportunidade na vaga de Robson. Nada que poupasse Ricardo Gomes de uma sonora vaia ao ter seu nome anunciado pelo locutor do Morumbi.

No papel, era um São Paulo rápido e ofensivo, mas com a bola rolando não foi isso que se viu em campo. A marcação alta da Ponte Preta, muitas vezes com até quatro homens pressionando a saída de bola do tricolor, forçou o time da casa a abusar dos lançamentos e apostar na segunda bola.

Mas, como disse Rodrigo Caio depois da vitória sobre o Fluminense, a sorte voltou. E pode se dizer que o toque na bola de Fábio Ferreira com o braço, dentro da área, era tudo que o São Paulo queria. Aranha por pouco não frustou a maioria no estádio, porém, no fim viu Cueva comemorar seu quarto gol de pênalti no Brasileirão.

Ao invés de inflamar o time da casa, o gol acordou de vez a Macaca, que passou a ter um domínio mais amplo do jogo sem correr riscos atrás. E novamente a sorte se mostrou presente, principalmente para ajudar Denis, que falhou feio em duas saídas de bola. Em uma delas, Rodrigo Caio salvou o gol cabeceando na trave a bola que voltara exatamente nas mãos do camisa 1, que até beijou a redonda em forma de agradecimento e alívio. Roger também desperdiçou uma oportunidade que calou de vez o Morumbi, já com claras demostrações de aflição a essa altura.

Mas o intervalo não fez para a Ponte Preta, que voltou sem a mesma pegada, talvez pelo cansaço depois de um primeiro tempo eletrizante, e errando muitos passes. Com isso, o São Paulo conseguiu equilibrar a partida, mas também longe de alguma inspiração. David Neres e Kelvin não venciam suas marcações e Pedro era pouco acionado. Com o tempo passando, a torcida pediu e foi atendida. Andres Chavez entrou no jogo na vaga do jovem centroavante.

Nada que mudasse o panorama do confronto, que caiu bruscamente de rendimento. O São Paulo, que até apresentou uma melhora em relação ao primeiro tempo, voltou a deixar o ritmo cair e de novo contou com a sorte a seu favor, ou então apenas se deu bem diante da ineficiência de seu rival, que teve duas chances incríveis para empatar, mas em ambas a bola raspou a trave de Denis e saiu pela linha de fundo, tanto nas finalizações de Reinaldo quanto na de Pottker.

E quem nunca ouviu a velha máxima do futebol? Quem não faz, toma. E o castigo da Ponte Preta veio por meio dos pés do jovem David Neres, que estreou contra o Flu, virou titular neste sábado e vai para casa dono do segundo gol do São Paulo, depois de ser mais um ‘cliente’ da sorte no Morumbi, já que a bola sobrou limpa, sem goleiro, para a revelação de Cotia após chute na trave de Thiago Mendes.

No fim, como futebol não é merecimento, festa da torcida tricolor e lamentações pelo lado da Macaca, que terá de buscar a recuperação na quinta-feira, às 20h30, contra o Sport, na Ilha do Retiro. O São Paulo volta a campo apenas na segunda da semana que vem também como visitante. Encara o América-MG, no Independência, às 20h.


MELHORES MOMENTOS:




FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 2 X 0 PONTE PRETA

Local:Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 22 de outubro de 2016, sábado
Horário: 17 horas (de Brasília)
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (PE)
Assistentes: Clóvis Amaral da Silva e Cléberson do Nascimento Leite (ambos de PE)
Cartões amarelos: PONTE PRETA: Roger.
Público: 49.673 total.
Renda: R$ 600.541,00.

GOLS:
SÃO PAULO:Cueva, aos 11 minutos do 1T, e David Neres, aos 36 minutos do 2T.

SÃO PAULO:Denis; Wesley, Rodrigo Caio, Lyanco e Mena; João Schimidt, Thiago Mendes e Cueva; Kelvin (Luiz Araújo), David Neres (Wellington) e Pedro (Chavez)
Técnico:Ricardo Gomes

PONTE PRETA:Aranha, Nino, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Reinaldo; João Vitor, Wendel (Galhardo) e Maycon; Rhayner, Clayson (Felipe Azevedo) e Roger (Pottker)
Técnico: Eduardo Baptista


18 de outubro de 2016

São Paulo vence o Flu de virada e respira no campeonato

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David Neres entrou no segundo tempo e encendiou a partida

O roteiro estava todo escrito para mais uma derrota do São Paulo no Campeonato Brasileiro. Mas, Ricardo Gomes, mesmo sob tantas críticas e ameaça de demissão, ousou e mudou totalmente o panorama da partida desta segunda-feira e, com uma reação surpreendente, o Tricolor do Morumbi virou o jogo para cima do Fluminense no Rio de Janeiro, 2 a 1 no placar, e acabou com a série de cinco rodadas sem vencer. Fora de casa o jejum era ainda maior. Desde 7 de agosto, quando bateu o Santa Cruz no Arruda, o torcedor são-paulino não comemorava uma vitória fora de casa.

Desta forma, tanto o treinador tricolor quanto o clube respiram. Ricardo Gomes ganha um pouco de paz para seguir com seu trabalho, enquanto o São Paulo tira parte do peso de suas costas. A distância para a zona de rebaixamento que era de apenas um ponto, agora são de quatro. Além disso, o Tricolor ultrapassou Internacional, Coritiba, Sport e Cruzeiro na tabela de classificação.

Por outro lado, o Fluminense conhece apenas sua segunda derrota no estádio Giulite Coutinho e em um momento crucial do campeonato. A terceira derrota seguida do Tricolor Carioca deixa a equipe estacionada nos 46 pontos, ainda a dois do G6, mas com Grêmio e Corinthians à frente.

E toda essa história seria bem diferente se os mandantes soubessem aproveitar a má fase do adversário no primeiro tempo. É verdade que ninguém brilhou nos primeiros 45 minutos a não ser o atacante Wellington. O jovem acabou com o marasmo do confronto em uma linda jogada individual, pouco antes dos 30 minutos.

O jogador do Flu dominou a bola saiu em disparada desde o campo de defesa, passou por Buffarini, Maicon e João Sschimidt e só foi parado por Denis, que cometeu o pênalti. Com personalidade, o dono da jogada bateu e marcou.

Mas, o balde de água fria no São Paulo veio pouco depois. Quando Cueva saiu cara a cara com o goleiro do Flu e acertou a trave. Ali o clima ficou pesado e a equipe paulista parecia entregue a mais um tropeço.

Tudo mudou com o apito do árbitro na segunda etapa. Ricardo Gomes foi para o tudo ou nada. Improvisou Wesley na direita, sacou Buffarini e mandou Kelvin para o jogo. O time melhorou e passou a pressionar o Flu. Nada que satisfazesse o comandante, que ainda mandou os jovens David Neres e Pedro a campo.

A melhora do time foi notória e recompensada aos 26 minutos. Depois de uma falha grotesca de Gum e Marquinhho, Thiago Mendes pegou a sobra e edeixou tudo igual depois da bola ainda desviar do meio-campista do Flu. Em seguida, o mesmo Thiago Mendes acertou o travessão no que seria um golaço. A virada estava madura, não demorou e veio com Rodrigo Caio, de cabeça, após escanteio da esquerda.

O fim de jogo ganhou clima de dramaticidade, com o banco do São Paulo pressionando pelo apito final e com muitos protestos dos torcedores cariocas. Após o término do jogo, muita festa dos são-paulinos e a sensação de frustração no Fluzão.

Agora, ainda com ambições diferentes, São Paulo e Fluminense voltam a campo no fim de semana, já que estão fora da disputa da Copa do Brasil. Ricardo Gomes prepara a equipe para encarar a Ponte Preta, sábado, às 17 horas, no Morumbi. Jo o Fluminense visita o Coritiba, no domingo, em duelo marcado para às 18h30, no Couto Pereira.


MELHORES MOMENTOS:


FICHA TÉCNICA
FLUMINENSE 1 X 2 SÃO PAULO

Local:Estádio Giulite Coutinho, em Mesquita (RJ)
Data: 17 de outubro de 2016, segunda-feira
Horário: 20 horas (de Brasília)
Árbitro: Nielson Nogueira Dias (PE)
Assistentes: Clóvis Amaral da Silva e Bruno César Chaves Vieira (ambos de PE)
Cartões amarelos: FLUMINENSE: Wellington. SÃO PAULO: Denis, Buffarini, Maicon e Lugano.
Público: 6.664 pagantes (7.824 presentes).
Renda: R$ R$ 158.055,00.

GOLS:
FLUMINENSE:Wellington, aos 30 minutos do 1T.
SÃO PAULO:Thiago Mendes, aos 26, e Rodrigo Caio, aos 35 minutos do 2T.

FLUMINENSE:Júlio César, Wellington Silva (Igor Julião), Gum, Henrique e Giovanni; Pierre (Douglas), Cícero, Gustavo Scarpa e Marcos Junior (Marquinho); Wellington e Richarlison
Técnico: Levir Culpi

SÃO PAULO:Denis; Buffarini (Kelvin), Rodrigo Caio, Maicon e Mena; João Schimidt, Thiago Mendes, Wesley e Cueva; Robson (David Neres) e Andres Chavez (Pedro)
Técnico:Ricardo Gomes