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11 de julho de 2016

São Paulo vence por 3 a 0 o América-MG no Morumbi

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Heróis da vitória, Kardec e Lyanco comemoram gols ao lado de Carlinhos

O São Paulo conseguiu a tão desejada dose de ânimo para a decisão diante do Atlético Nacional-COL, pelas semifinais da Copa Libertadores da América. Na tarde deste domingo, o Tricolor passou fácil pelo América-MG, atual campeão mineiro e lanterna do Campeonato Brasileiro, por 3 a 0, num esvaziado Morumbi, em duelo válido pela 14ª rodada da competição nacional. Após o apito final, os 8.198 torcedores que compareceram ao estádio celebraram o triunfo aos gritos de “Eu acredito”, em alusão ao embate da próxima quarta-feira, na Colômbia.

O time comandado pelos auxiliares técnicos Pintado e José Di Leo – Edgardo Bauza cumpriu suspensão por conta da expulsão contra a Ponte Preta – dominou completamente a partida diante de um frágil adversário. Antes do intervalo, os reservas tricolores, com exceção de Denis e Maicon, já venciam por 2 a 0, com gols de Alan Kardec e do zagueiro de 19 anos Lyanco, que fez seu primeiro gol como profissional. Na etapa final, o centroavante voltou a balançar as redes do Coelho, chegando ao seu terceiro gol no torneio, empatando com Jonathan Calleri na artilharia tricolor no Brasileirão.

Com resultado, o time do Morumbi sobe do décimo para o sétimo lugar, com 21 pontos, apenas dois a menos que o Flamengo, primeira equipe dentro do G4. O América-MG, por sua vez, segue em situação delicada: chegou à décima derrota na competição, em que ocupa a última colocação, com apenas oito pontos.

Agora, o Tricolor volta suas atenções totalmente para a Libertadores. Ainda nesta noite, o elenco são-paulino viaja à Colômbia, onde na quarta-feira, a partir das 21h45 (de Brasília), precisará bater o Atlético Nacional-COL por uma diferença superior a dois gols para atingir a final do torneio continental. Na volta, o São Paulo terá uma sequência difícil pelo Brasileirão, uma vez que enfrentará Corinthians e Grêmio, fora de casa, nos dois domingos seguintes.

O jogo – Precisando dar uma resposta à sua torcida, o São Paulo tratou de pressionar o América-MG logo nos primeiros minutos da partida. Hudson, titular pela primeira vez depois de 12 jogos, arrancou pela direita e arriscou de fora da área. O chute levou perigo ao gol de João Ricardo.

O jogo, no entanto, passou a ficar mais complicado apesar do sufoco inicial. O Coelho cresceu e ameaçou a meta de Denis principalmente através de jogadas pelas pontas. Com um time praticamente inteiro reserva, o Tricolor sofria no setor de armação, restando as jogadas individuais como arma para superar o bloqueio mineiro.

Foi assim que os mandantes voltaram a levar perigo ao gol do América-MG. Aos 27 minutos, Luiz Araújo passou pela marcação na direita e bateu forte de longe. A bola passou muito perto do travessão do Coelho, estimulando os poucos torcedores presentes, que vibrariam ainda mais pouco depois.

Aos 32, Centurión brigou pela bola com dois defensores na esquerda e sofreu a falta. Na cobrança, batida pelo próprio argentino, o centroavante Alan Kardec se posicionou bem, subiu mais alto do que a zaga adversária, e testou firme para abrir o placar no Morumbi.

Ainda antes do árbitro Dewson Freitas determinar o intervalo, o São Paulo ampliaria a vantagem por meio de um personagem improvável. O zagueiro Lyanco saiu em disparada do campo de defesa, passou pelos adversários sem a menor resistência, invadiu a área, limpou o marcador e, de direita, estufou as redes do frágil Coelho: 2 a 0 Tricolor.

Buscando desesperadamente uma reação, Sérgio Vieira promoveu as entradas de Alan Mineiro, Victor Rangel e Danilo Barcelos no começo do segundo tempo. Mas quem quase chegou ao gol foi o time da casa. Após rápido contra-ataque, o garoto Luiz Araújo recebeu completamente livre na direita, mas tirou demais do goleiro João Ricardo.

Retraído em seu campo de defesa, o atual campeão mineiro só foi finalizar aos 12 minutos, com chute de muito longe, passando muito longe de Denis, que pouco trabalhava na partida. Muito mais ligado no jogo, o São Paulo mereceu o terceiro gol: Luiz Araújo invadiu a grande área pela direita, passou fácil pela marcação e tocou cruzado. Alan Kardec, então, se esticou todo para fazer seu segundo tento no duelo.

Com a vantagem confortável no placar, os mandantes relaxaram um pouco e deixaram os mineiros crescer. O América-MG passou a rondar a área tricolor e ofereceu perigo a Denis aos 35 minutos, quando o experiente Borges subiu livre após cruzamento de Osman. O centroavante, porém, cabeceou para fora.

Antes disso, o zagueiro Maicon, principal vilão na derrota para o Atlético Nacional por conta de sua expulsão, recebeu todo o apoio da torcida ao deixar o gramado para ser substituído por Rodrigo Caio. Depois, o Tricolor só controlou o jogo à espera do apito final.


MELHORES MOMENTOS:



FICHA TÉCNICA


SÃO PAULO 3 X 0 AMÉRICA-MG

Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 10 de julho de 2016, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (PA)
Assistentes: Marcio Gleidson Correia Dias e Helcio Araujo Neves (ambos do PA)
Público: 8.198 pagantes
Renda: 234.356,00
Cartões amarelos: Leandro Guerreiro, Osman, Ernandes e Victor Rangel (América-MG); Carlinhos (São Paulo)
Cartões vermelhos:

GOLS:
SÃO PAULO: Alan Kardec, aos 33 minutos do primeiro tempo, e aos 14 minutos do segundo tempo; Lyanco, aos 42 minutos do primeiro tempo

SÃO PAULO: Denis; Auro, Maicon (Rodrigo Caio), Lyanco e Carlinhos; Hudson (Artur), Wesley, Luiz Araújo, Cueva e Centurión (Ytalo); Alan Kardec
Técnico: Pintado

AMÉRICA-MG: João Ricardo; Pablo, Roger, Leandro Guerreiro e Bruno Teles; Juninho, Ernandes (Victor Rangel), Gilson (Alan Mineiro) e Osman e Tony (Danilo Barcelos); Borges
Técnico: Sérgio Vieira

30 de junho de 2016

São Paulo vence o Fluminense no Morumbi

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Alan Kardec voltou a marcar e teve boa atuação na partida

No primeiro jogo com Maicon sendo seu jogador em definitivo, o São Paulo voltou a vencer no Morumbi, ao bater o Fluminense por 2 a 1, em duelo válido pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro.

A torcida vibrou com a contratação em definitivo do zagueiro e ovacionou “….É o melhor zagueiro do Brasil! Maicon!”. Outro que teve motivos para comemorar foi Alan Kardec, o autor do segundo gol são-paulino, encerrou um jejum de mais de três meses sem balançar as redes. Este foi o segundo tento do centroavante na temporada. Quem abriu o caminho para a vitória, foi o volante João Schimidt, logo no primeiro minuto de jogo. Cícero, de pênalti, diminuiu para o time carioca no começo do segundo tempo.

Com o resultado, o time comandado por Edgardo Bauza voltou a sentir o gosto da vitória após três rodadas, chegou aos 18 pontos e subiu da décima para a sétima colocação do torneio nacional, ultrapassando, inclusive, o Fluminense, que estaciona com 16 pontos.

Sendo assim, o clube do Morumbi se aproxima do G4 do Brasileirão, ficando com apenas dois pontos a menos do que o Internacional, primeira equipe dentro da zona de classificação para o torneio continental. O São Paulo buscará a primeira série de dois triunfos consecutivos no campeonato neste domingo, a partir das 16 horas (de Brasília), quando visitará com os reservas a Ponte Preta, em Campinas.

O jogo

Os jogadores do Fluminense ainda estavam frios quando o São Paulo bateu escanteio no primeiro minuto de jogo para abrir o placar. Após cobrança baixa do estreante Cueva, Centurión desviou com o pé, a bola sobrou para João Schmidt que, de primeira, chutou rasteiro e sem chances para Diego Cavalieri.

Mais ligado na partida, o time da casa ainda ameaçou a meta carioca mais duas vezes antes dos primeiros dez minutos do duelo. Primeiro com Rodrigo Caio em jogada aérea, depois Thiago Mendes soltou a pancada de fora da área, tirando tinta da trave.

A partir de então, confortável com a vantagem mínima, o Tricolor paulista recuou suas linhas, enquanto o Fluminense passou a rondar a área do time paulista, mas sem objetividade. Tanto que a equipe das Laranjeiras só foi chegar com perigo aos 36, quando Maranhão se infiltrou pela esquerda e cruzou para cabeceio de Cícero. A bola quicou e passou por cima do gol de Denis.

Três minutos depois, porém, os mandantes trataram de jogar um balde de água fria no ímpeto carioca. Michel Bastos fez boa jogada pela esquerda e cruzou na medida para Alan Kardec, substituto do suspenso Jonathan Calleri, se jogar a testar firme: 2 a 0 para o Tricolor paulista. De quebra, o camisa 14 quebrou um jejum de mais de três meses sem marcar, sendo que o último gol havia sido anotado no empate por 1 a 1 com o Santos, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Paulista, no dia 27 de março.

Precisando agredir o adversário para buscar ao menos o empate, o técnico Levir Culpi promoveu as entradas de Dudu e Osvaldo nos lugares de Edson e Maranhão, respectivamente. Mas quem chegou primeiro foi o time anfitrião, novamente com Thiago Mendes arriscando de longe. O volante se infiltrou na intermediária e soltou a bomba, explodida no travessão de Cavalieri.

Foi um sinal de sorte para que o Tricolor carioca renascesse na partida. No lance seguinte, aos cinco minutos, João Schmidt subiu com o braço aberto após cobrança de escanteio: pênalti, que Cícero não desperdiçou ao bater no canto direito do deslocado Denis e diminuiu a desvantagem dos visitantes. Pouco depois, quase o empate em bate-rebate dentro da área são-paulina.

Percebendo o momento apropriado para segurar a bola, Bauza colocou Ganso no lugar de Michel Bastos. Só que o jogo começou a esquentar apesar do clima frio no Morumbi. Aos 20, Centurión foi derrubado na área e acabou acertado pela bola após chute de Douglas, gerando empurra-empurra entre os atletas de ambos os times. Logo depois, o Patón tirou o nervoso argentino e colocou Ytalo em campo, pouco antes de sacar Carlinhos para pôr Matheus Reis.

Após muito tempo sem chegar ao gol de Cavalieri, o Tricolor voltou a assustar o adversário só aos 32, quando Thiago Mendes testou o goleiro rival em chute de longa distância e ganhou o escanteio. Na cobrança, Ytalo quase fez o terceiro de cabeça. Antes de o árbitro Anderson Daronco soar o apito final e sacramentar a vitória são-paulina, um fato preocupou elenco e torcida. Ganso sentiu a coxa direita e pediu substituição, inviável por conta das três alterações já realizadas por Bauza.

O camisa 10 terminou o confronto mancando e virou dúvida para as semifinais da Copa Libertadores da América contra o Atlético Nacional-COL, marcadas para os dias 6 e 13 de julho.


MELHORES MOMENTOS:




FICHA TÉCNICA

SÃO PAULO 2 X 1 FLUMINENSE

Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 29 de junho de 2016, quarta-feira
Horário: 21h45 (de Brasília)
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Assistentes: Jose Eduardo Calza e Elio Nepomuceno de Andrade Junior (ambos do RS)
Público: 10.323 pagantes
Renda: R$ 204.246,00
Cartões amarelos: Cueva, Carlinhos, Paulo Henrique Ganso e Maicon (São Paulo); Cícero, Giovanni e Douglas (Fluminense)

GOLS:
SÃO PAULO: João Schmidt, no minuto 1 do primeiro tempo, e Alan Kardec, aos 39 minutos do primeiro tempo
Fluminense: Cícero, aos sete minutos do segundo tempo

SÃO PAULO: Denis; Bruno, Maicon, Rodrigo Caio e Carlinhos (Matheus Reis); João Schmidt, Thiago Mendes, Centurión (Ytalo), Cueva e Michel Bastos (Paulo Henrique Ganso); Alan Kardec
Técnico: Edgardo Bauza

FLUMINENSE: Diego Cavalieri; Wellington Silva, Gum, Henrique e Giovanni; Douglas, Edson (Dudu), Cícero e Gustavo Scarpa; Maranhão (Osvaldo) e Magno Alves (Richarlison)
Técnico: Levir Culpi



28 de março de 2016

São Paulo empata com o Santos na Vila pelo Paulistão

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Kardec fez o gol de empate no final da partida


Nos primeiros 45 minutos o jogo foi aberto, com cada uma das equipes dominando parte do jogo. No entanto foram poucos lances de perigo e um festival de passes errados.

O Peixe foi quem esteve mais perto de abrir o placar, quando Rafael Longuine arriscou de longe, aos 33 minutos. A bola desviou em Maicon, bateu no travessão e Joel balançou as redes no rebote. A posição irregular do camaronês anulou o gol.

Na segunda etapa, Lucas Fernandes voltou na vaga de Centurión. O jovem são-paulino mexeu mais uma vez na forma do Tricolor jogar, mas a partida seguia bastante equilibrada.

Aos 13 minutos, porém, Joel acabou com o marasmo na Vila Belmiro. O camaronês recebeu de Léo Cittadini dentro da área, pela esquerda, e soltou a bomba no canto de Denis, que não conseguiu fazer a defesa. 1 a 0 Santos.

O gol acabou sendo um divisor de águas na partida. O São Paulo sentiu e o Peixe se animou. Aos 18 minutos, Paulinho por pouco não ampliou com um gol de placa ao acertar um lindo voleio, que acabou defendido por Denis. Três minutos depois, Joel subiu sozinho entre Lugano e Maicon e cabeceou com muito perigo, mas para fora. A esta altura, o São Paulo mal chegava ao ataque, mesmo com a entrada de Alan Kardec no lugar de Daniel.

A situação quase piorou aos 27 minutos. Lugano se equivocou no tempo de bola e deixou Neto Berola livre para marcar, mas o atacante santista pegou mal na bola e finalizou para fora.

Aos poucos, o ritmo dos Peixe foi diminuindo e o São Paulo reequilibrando as ações. E se o time da casa não soube matar o jogo quando teve oportunidade, o Tricolor do Morumbi aproveitou uma das poucas chances que teve no segundo tempo. Depois de cobrança de escanteio, Alan Kardec subiu mais que Joel e Gustavo Henrique para empatar.

Desconfigurado em campo, o Santos se viu pressionado nos minutos finais, mas o São Paulo também já não demonstrava mais forças para buscar a virada e o empate acabou decretado na Vila Belmiro.

FICHA TÉCNICA
SANTOS 1 X 1 SÃO PAULO

Local: Vila Belmiro, em Santos (SP)
Data: 27 de março de 2016, domingo
Horário: 18h30 (de Brasília)
Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza
Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis e Luiz Alberto Andrini Nogueira
Cartões amarelos: SANTOS Neto Berola. SÃO PAULO: Lucas Fernandes.
Renda: R$ 171.980,00.
Público: 6.239 torcedores.

GOLS:

SANTOS: Joel, aos 13 minutos do segundo tempo.

SÃO PAULO: Alan Kardec, aos 37 minutos do segundo tempo

SANTOS: Vanderlei, Victor Ferraz, Gustavo Henrique, Lucas Veríssimo e Caju; Renato (Alison), Léo Cittadini (Serginho), Rafael Longuine e Vitor Bueno (Neto Berola); Paulinho e Joel.
Técnico: Dorival Júnior.

SÃO PAULO: Denis; Bruno, Maicon, Lugano e Carlinhos; Hudson, Thiago Mendes (Kelvin), João Schmidt, Daniel (Alan Kardec) e Centurión (Lucas Fernandes); Calleri.
Técnico:Edgardo Bauza


MELHORES MOMENTOS:






28 de novembro de 2015

Em um jogo de fortes emoções São Paulo vence o Figueirense de virada

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Jogo marcou despedida de Luis Fabiano do Morumbi

O São Paulo parecia estar destinado a ter uma tarde péssima para sua história, mas conseguiu uma virada improvável para quem acompanhou os 90 minutos da partida no Morumbi. Após levar a virada e ser vaiado constantemente pela sua torcida, a equipe foi para cima dos catarinenses, marcou um gol de cabeça com Kardec e, aos 48 minutos e 51 segundos de jogo, Thiago Mendes tirou um potente chute da cartola, no canto de Alex Muralha, dando uma resposta aos presentes ao Morumbi..
Com o resultado, o Tricolor permanece no G4, agora com 59 pontos, ganhando uma folga com relação ao duelo Fluminense e Internacional, às 19h30, no Maracanã. Caso os gaúchos, três pontos atrás, não vençam, o clube fica muito perto de uma vaga na Libertadores de 2016. Os alvinegros, por sua vez, que estavam próximos de se livrar de vez da degola, ficam com 40 pontos e podem ser alcançados tanto por Vasco quanto por Avaí, dois times na zona de rebaixamento.
Na próxima rodada, a última desta edição do torneio, os comandados de Milton Cruz visitam o Goiás, no Serra Dourada, no domingo, dia 6. O Figueira, por sua vez, tenta ainda a sua provável cartada final para se livrar do rebaixamento contra o Fluminense, na mesma data, no estádio Orlando Scarpelli.
O jogo – Após um início lento, sofrendo para sair jogar, o São Paulo usou da qualidade técnica de seus atacantes para sair do aperto. Pato roubou a bola pela esquerda, acionou Luis Fabiano e o centroavante tabelou com Ganso. Mesmo dominando na dividida com Thiago Heleno, o camisa 9 conseguiu se equilibrar e, com um chute forte de direita, venceu o goleiro Alex Muralha. Na comemoração, beijo no símbolo e festa dos companheiros.
Aos 20 e aos 22, o Tricolor chegou bem perto de conseguir o segundo gol, mas a má fase pareceu entrar em ação. No primeiro lance, Rodrigo Caio cabeceou na pequena área e carimbou a trave de Alex Muralha, que já estava batido. No segundo, Michel Bastos concluiu boa jogada de Ganso, mas o arqueiro catarinense segurou firme a redonda.
Sem conseguir aproveitar seus dez minutos de bom futebol, o time da casa logo pagou pela péssima fase de sua zaga. Carlinhos e Lucão falharam, a bola chegou de Fabinho para Dudu e o avante deu um toque por cima de Rodrigo Caio para Clayton, livre por não ter sido acompanhado por Hudson. Denis ficou pregado embaixo das traves e aí ficou fácil para o bom atacante rival, que só tocou no canto e saiu para comemorar.
Essa foi a deixa para voltarem os protesto da torcida, acalmados desde então. Lucão, marcado pelas falhas no 6 a 1 ante o Corinthians, passou a ser vaiado a cada toque na bola. Hudson e Carlinhos, outros participantes do vexame, também ouviram alguns chiados ao tentarem jogadas, algo que persistiu forte até o intervalo.
Na etapa final, os anfitriões não conseguiram mostrar qualquer reação tanto à boa tática defensiva do Figueira quanto às críticas da torcida, que pediu raça desde o primeiro minuto. Nos 20 primeiro minutos, a melhor chance, por sinal, foi da equipe do Sul do país. Após boa jogada, Leandro Silva achou Dudu e livre dentro da área, mas o atacante pegou mal e mandou em direção a Clayton. O avante ainda finalizou na trave, mas estava impedido.
Assistindo ao desempenho ruim de seus comandantes, Milton Cruz foi para cima. Colocou Centurión e Alan Kardec no lugar de Pato e Bruno, respectivamente. Sempre efetivo, o camisa 14 não demorou muito a receber livre na frente de Muralha, mas acabou travado por Thiago Heleno na hora do chute. Quem não perdoou, no entanto, foi outro atleta de alto nível, apesar de dever muito na parte física. Carlos Alberto, ex-atleta até do próprio Tricolor, acertou lindo voleito após desvio de Marquinhos, que ganhou mais uma pelo alto na defesa são-paulina, fazendo um lindo gol.
Já impaciente, a torcida explodiu. Repetindo os gritos bradados do lado de fora do Morumbi, proferiu xingamentos a Pato, Michel Bastos e Lucão. Enquanto isso, os são-paulinos tentavam na sua técnica vencer a falta de confiança demonstrada a todo momento. Maior exemplo disso, Paulo Henrique Ganso quase marcou um golaço, mas seu chute colocado de direita, na entrada da área, apenas carimbou o travessão de Muralha.
Quando tudo parecia perdido, uma luz apareceu no fim do túnel com a cabeçada de Kardec, no canto de Muralha. O gol pôs fogo no jogo, que podia ter ido para os dois lados. Com Rafael Bastos, o Figueira perdeu dentro da pequena área um gol feito. O Tricolor retomou a bola, foi ao ataque e errou um cruzamento. Thiago Mendes, melhor em campo entre os tricolores, chutou quase caído e acertou o canto de Muralha, de muito longe, encerrando uma tarde inesquecível para os são-paulinos.
FICHA TÉCNICA:
SÃO PAULO 3 X 2 FIGUEIRENSE
Local: estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 28 de novembro de 2015, sábado
Horário: 17 horas (de Brasília)
Árbitro: Wagner Reway (MT)
Auxiliares: Eduardo Gonçalves da Cruz (MS) e Fabio Rodrigo Rubinho (MT)
Público: 20.034 presentes
Renda: R$ 511.591,00
Cartões Amarelos: Rodrigo Caio (São Paulo); Marquinhos, Juninho, Carlos Alberto e João Vitor (Figueirense)
Gols:
SÃO PAULO: Luis Fabiano, aos 11 minutos do primeiro tempo, e Alan Kardec, aos 46 minutos do segundo tempo, e Thiago Mendes, aos 49 minutos do segundo tempo
FIGUEIRENSE: Clayton, aos 28 minutos do primeiro tempo, Carlos Alberto, aos 30 minutos do segundo tempo
SÃO PAULO: Denis; Bruno (Alan Kardec), Rodrigo Caio, Lucão e Carlinhos; Hudson, Thiago Mendes e Ganso; Michel Bastos (Auro), Alexandre Pato (Centurión) e Luis Fabiano
Técnico: Milton Cruz (interino)
FIGUEIRENSE: Alex; Leandro Silva, Marquinhos, Thiago Heleno e Juninho; Fabinho, João Vitor (Paulo Roberto), Yago (Rafael Bastos) e Carlos Alberto; Dudu e Clayton (Thiago Santana)
Técnico: Hudson Coutinho

Melhores Momentos:

20 de novembro de 2015

De virada São Paulo vence o Atlético e volta ao G-4

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Após as entradas de Alan Kardec e Rogério o São Paulo cresceu e virou o jogo

O jogo de número 100 de Alexandre Pato e de número 350 de Luis Fabiano com a camisa do São Paulo foi recheado de emoções e de reviravoltas. Milton Cruz voltou a estar a frente da equipe como técnico interino observado das arquibancadas por um torcedor ilustre, o técnico Juan Carlos Osorio. E a presença do amigo colombiano parece ter inspirado Muilton Cruz que fez uma mechida surpreendente no time quando estava atrás do placar e incendiou o jogo.

Milton Cruz trouxe para esta partida como principal novidade o lateral-esquerdo Carlinhos, que ficou com a vaga de Reinaldo. O jogo iniciou sob chuva forte, e o São Paulo sofria com a pressão adversária na saída de bola. O primeiro tempo foi ruim, com raras chances criadas, dois times burocráticos que pareciam satisfeitos com o placar de zero a zero.

Ao contrário do primeiro tempo, o segundo tempo começou quente, e durante os 45 minutos finais não faltou emoção.

Aos 2 minutos Bruno passou por Pratto e tocou para Michel Bastos, o meia cruzou na segunda trave para Luis Fabiano que cabeceou no chão, mas a bola saiu com muito perigo rente a trave.

O São Paulo estava melhor no jogo, mas foi o galo mineiro que abriu o placar com Luan, o atacante recebeu lançamento de Tiago e entrou nas costas de Rodrigo Caio, ficando de frente com Denis, o atacante mineiro só desviou do goleiro para fazer 1 a 0 Atlético aos 11 minutos.

Aos 18 minutos brilhou a estrela de Milton Cruz, o técnico fez duas mudanças decisivas, sairam Bruno e Pato para entradas de Alan Kardec e Rogério respectivamente.

Com as mudanças o time do São Paulo ganhou mais poder ofensivo, com muita movimentação no ataque, numa noite inspirada de Rogério e Kardec e partiu pra cima do adversário.

Aos 22 minutos Luis Fabiano desperdiçou boa chance ao dominar a bola dentro da área e finalizar, a defesa do Atlético se salvou.

Logo em seguida aos 23 Thiago Mendes partiu com a bola dominada do meio de campo e tocou para Luis Fabiano que tocou na saída de Victor, o goleiro defendeu mas deu rebote e a bola sobrou para Alan Kardec que finalizou de primeira para deixar tudo igual no Morumbi, 1 a 1.

E como emoção era o que não faltava na partida, na saída de bola, aos 24 minutos, Thiago Ribeiro fez boa jogada pela direita e tocou rasteiro para Dátolo que vinha de trás empurrar para rede, colocando o Atlético novamente na frente, 2 a 1.  

O time do São Paulo não pareceu sentir o golpe e foi buscar novo empate, e em grande estilo, aos 29 minutos, Thiago Mendes tocou para Michel Bastos que dominou de calcanhar e sem deixar a bola cair bateu seco na bola, de fora da área, uma bomba que encobriu Victor e foi parar no fundo do gol, 2 a 2.

O gol de empate animou a torcida que começou a jogar com o time. A pressão aumentou para cima do atlético.

E a virada no placar veio aos 40 minutos do segundo tempo, após boa jogada pela esquerda, Rogério cruzou na cabeça de Kardec, que completou com categoria para a rede. Era a virada, São paulo 3 a 2.

E não parou por ai, aos 45 minutos novamente ele, Rogério, invadiu a área pela esquerda e caiu após disputa de bola com Tiago. Vuaden marcou pênalti. Luis Fabiano bateu forte no meio do gol para fechar o placar no Morumbi, São Paulo 4 a 2!

Por Jonas Costa
Twitter: @JonasCosta_SPFC


Melhores Momentos: